21:43 23 Outubro 2021
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    COVID-19 no mundo em outubro de 2021 (23)
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    A OMS pretende continuar o estudo das origens da COVID-19 e do que levou à sua disseminação pelo mundo todo, bem como de "patógenos emergentes de potencial epidêmico e pandêmico".

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou uma equipe de 26 especialistas para continuar a busca das origens da pandemia da COVID-19, relatou na quarta-feira (13) a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Os especialistas terão como objetivo estabelecer uma nova estrutura global para a realização de estudos sobre "as origens de patógenos emergentes de potencial epidêmico e pandêmico", entre os quais está o SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19.

    Segundo Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS sobre a COVID-19, a estrutura, chamada Grupo Consultivo Científico para as Origens de Patógenos Novos (SAGO, na sigla em inglês), avaliaria de forma urgente o que é conhecido agora, o que ainda é desconhecido, e o que precisa ser feito rapidamente.

    "Prevejo que o SAGO [...] recomendará mais estudos na China e potencialmente em outros lugares. Não há tempo a perder com isto", referiu, citada na quinta-feira (14) pela agência francesa AFP.

    Por sua vez, Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, disse que "esta é nossa melhor chance, e pode ser nossa última chance de entender as origens deste vírus".

    Os 26 especialistas, que foram escolhidos entre mais de 700 candidaturas, estarão agora sujeitos a uma consulta pública de duas semanas. Eles incluem Christian Drosten, diretor do Instituto de Virologia de Berlim, Alemanha; Yungui Yang, do Instituto de Genômica de Pequim, China; Jean-Claude Manuguerra, do Instituto Pasteur da França; e Inger Damon, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.

    Em março de 2021, uma investigação conjunta da OMS e da China sobre as origens do SARS-CoV-2 concluiu que o vírus não podia ter vazado do Instituto de Virologia de Wuhan, e apontou como a teoria mais provável que tenha saltado de morcegos a humanos.

    Desde então, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, e alguns países ocidentais, têm criticado as conclusões do relatório. Já a China apelou para que os resultados fossem respeitados, exortou os países a não politizarem o processo, e pediu que Fort Detrick, uma instalação militar dos EUA com programas de defesa biológica, e que sofreu pelo menos duas "violações de contenção de toxinas" em agosto de 2019, também fosse investigado.

    O novo coronavírus matou mais de 4,85 milhões de pessoas, provocou um total de 240 milhões de casos, e tem minado a economia global desde que foi descoberto na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019.

    Tema:
    COVID-19 no mundo em outubro de 2021 (23)

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    Tags:
    COVID-19, China, OMS, Organização Mundial da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas, ONU, AFP
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