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    COVID-19 no mundo no final de março de 2021 (98)
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    Depois que estudos clínicos apontaram para a ineficácia contra determinadas cepas e para efeitos colaterais, muitos países suspenderam a administração da vacina de Oxford/AstraZeneca.

    Apesar disso, a vacina ainda é a mais usada no mundo – já foi administrada em mais de cem países – e ainda é mais barata e mais fácil de armazenar do que boa parte de suas concorrentes.

    O Reino Unido, país produtor da vacina, é um dos apoiadores mais entusiastas entre as nações mais poderosas. Milhões de britânicos, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson, já receberam o imunizante.

    No Brasil, o uso da vacina nunca foi interrompido. Além disso, a vacina é a que tem sido mais disponibilizada aos países mais pobres sob o consórcio COVAX.

    Por outro lado, a África do Sul, que começaria a utilizar a vacina da AstraZeneca em fevereiro, suspendeu o uso do imunizante. A decisão foi motivada por um estudo que descobriu que a vacina de Oxford não é eficaz contra a cepa detectada no país. A África do Sul cedeu suas doses à União Africana.

    Mais de uma dezena de países, incluindo as maiores nações da União Europeia, suspenderam as injeções da AstraZeneca em meados de março, por causa de temores sobre coágulos sanguíneos e outros possíveis efeitos colaterais do imunizante.

    A maioria dos países – como Alemanha, Itália, Letônia, Lituânia, Holanda, Portugal e Eslovênia – voltou a usar a vacina depois que a agência reguladora de medicamentos da União Europeia disse que a vacina era "segura e eficaz".

    Outros países europeus, como a Noruega, decidiram prorrogar a suspensão até 15 de abril, para dar mais tempo para investigar o imunizante. A Dinamarca também anunciou uma extensão de três semanas na suspensão para uma análise mais detalhada dos efeitos colaterais.

    Outros países retomaram a usar o imunizante aos poucos, vacinando apenas os idosos, como Finlândia, Islândia e Suécia, conforme informa a AFP. A França limitou o uso do imunizante a pessoas com mais de 55 anos, e a Espanha a pessoas com menos de 65 anos.

    Fora da Europa, países como Tailândia e Indonésia, que haviam suspendido temporariamente o uso das injeções, recomeçaram a vacinar depois que a Organização Mundial da Saúde afirmou, em 19 de março, que os benefícios da vacina da AstraZeneca superam os riscos.

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    COVID-19 no mundo no final de março de 2021 (98)

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    Tags:
    África do Sul, Europa, novo coronavírus, vacinação, vacina, pandemia, COVID-19
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