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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)
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    A Pfizer se comprometeu a fornecer 40 milhões de doses de sua vacina contra a COVID-19 até o fim do ano para países pobres e em desenvolvimento.

    O compromisso foi anunciado nesta sexta-feira (22) em uma coletiva de imprensa digital realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O acordo entre a Pfizer e a OMS é um impulso para o consórcio global de vacinas COVAX, que visa garantir a distribuição de vacinas para todos os países.

    ​"É por isso que estou feliz em anunciar que a COVAX assinou um acordo com a Pfizer/BioNTech para até 40 milhões de doses de sua vacina contra a COVID-19", @DrTedros #ACTOgether

    No início desta semana, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou as farmacêuticas por buscarem lucros com a pandemia e abastecerem principalmente os países ricos.

    O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião sobre a pandemia da COVID-19.
    © REUTERS / Christopher Black/WHO
    O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião sobre a pandemia da COVID-19.

    Apesar da importância do acordo, os 40 milhões de doses – para uma vacina que exige duas aplicações por pessoa – são uma pequena fatia do que é necessário para a COVAX, que visa vacinar bilhões de pessoas em 92 países de baixa e média renda.

    A Pfizer, sediada em Nova York, não havia se comprometido anteriormente a fornecer vacinas sem obter lucro durante a pandemia, como fizeram algumas rivais, como a AstraZeneca.

    As doses previstas pela COVAX devem ser entregues ao longo de 2021, começando no final de março.

    "Compartilhamos a missão da COVAX e temos orgulho de trabalhar juntos para que os países em desenvolvimento tenham o mesmo acesso que o resto do mundo, o que nos trará mais um passo para acabar com esta pandemia global", disse em comunicado o CEO da Pfizer, Albert Bourla, conforme publicado pela AP.

    A Pfizer e a BioNTech disseram ainda que ajudarão os diversos sistemas nacionais de saúde a lidar com a vacina, que requer armazenamento em temperaturas baixíssimas.

    Nos EUA, a Pfizer tem enviado as doses em contêineres especiais com gelo seco, mas ainda assim algumas injeções acabam descartadas por estarem fora da temperatura adequada.

    A Pfizer disse que está aumentando sua produção de vacinas e espera ser capaz de entregar dois bilhões de doses ainda em 2021, meta superior à antiga previsão da empresa, de 1,3 bilhão de doses até o fim do ano.

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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)

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    Tags:
    países em desenvolvimento, países pobres, mundo, OMS, vacina, Pfizer, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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