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    Mundo enfrenta coronavírus no final de dezembro (111)
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    Chefe do programa de emergências afirmou que nova cepa pode ser detida, mas que restrições são "prudentes". Mais de 40 países barraram voos do Reino Unido onde variação do vírus foi encontrada.

    A nova variante do coronavírus "não está fora de controle", disse nesta segunda-feira (21) o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, informou o site G1. O irlandês, porém, concordou que bloqueios adotados por diferentes países são "prudentes".

    A afirmação de que a variante B.1.1.7. estava "fora de controle" foi feita pelo ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, no domingo (20) para justificar novas medidas de isolamento social às vésperas do Natal. Mas Ryan alertou que a afirmação não é correta.

    "Tivemos uma R0 (taxa de reprodução do vírus) muito superior a 1,5 em diferentes momentos da pandemia e conseguimos controlá-la. Portanto, essa situação não está, neste sentido, fora de controle", declarou Ryan, em coletiva de imprensa.

    Ele disse ainda que "embora o vírus tenha se tornado um pouco mais eficiente em termos de propagação, ele pode ser detido". Por outro lado, Ryan ressaltou que, ao impor novas medidas restritivas, os países estão agindo com base no "princípio da precaução" e que isso é "prudente".

    "As medidas atuais são boas. Devemos continuar fazendo o que temos feito até agora", declarou.

    A OMS afirmou ainda nesta segunda-feira (21) que não existem evidências de que a nova mutação do coronavírus aumente a gravidade da doença.

    "O Reino Unido relatou que esta nova variante é transmitida com mais facilidade, mas não há evidências até o momento de que seja mais provável que cause doença grave ou mortalidade", explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

    A líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, reforçou que todos os vírus passam por mutações e que cientistas de todo o mundo estão avaliando cada uma das mutações para entender sua importância.

    "Estamos tentando determinar se a variação tem consequência para transmissão, se há diferença na severidade da doença, se há diferença na produção de anticorpos. Mas ainda não temos evidência de alterações no comportamento do vírus. Assim que nós soubermos, avisaremos", disse ela.

    O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também alertou que não há evidências de que essa nova cepa seja mais perigosa. Segundo o órgão, estudos estão sendo realizados para determinar o risco de reinfecções e a eficácia das vacinas.

    Mutações na espinha da coroa

    A nova variante do coronavírus recebeu o nome de linhagem B.1.1.7. Ela tem 23 variações genéticas. Algumas dessas sofreram mutações no espinho da coroa, que é a proteína responsável pela entrada do vírus na célula. É isso que pode estar fazendo com que o vírus se propague de forma mais rápida.

    Em novembro, a linhagem B.1.17. já correspondia a 28% dos novos contaminados em Londres. Na segunda semana de dezembro, esse percentual saltou para 62%.

    A explicação mais provável para o aparecimento da nova cepa é que ela tenha surgido em um paciente que ficou doente durante muito tempo. O sistema imunológico dele acabou não vencendo o vírus, o que fez com que este tivesse mais tempo para evoluir.

    Restrições de voos

    Nesta segunda (21), mais de 40 países de vários continentes já tinham aderido às restrições aos voos do Reino Unido, país onde a nova variante do coronavírus foi detectada. 

    Na América do Sul, Argentina, Colômbia, Chile e Peru decidiram fechar as suas fronteiras aéreas com o Reino Unido devido ao avanço da nova variante do coronavírus. O Brasil não fechou, mas já exigia a comprovação do teste PCR a quem chega no país.

    El Salvador e Canadá também impuseram restrições.

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    Colômbia, Argentina, Brasil, Reino Unido, OMS, novo coronavírus, COVID-19
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