13:42 21 Setembro 2020
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    Cientistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) elaboraram cinco tendências revolucionárias para a Escola do Futuro.

    Seu trabalho, que visa transformar a escola contemporânea, é publicado na revista Kulturno-Istoricheskaya Psikhologia (Psicologia Histórico-Cultural).

    Diferente dos projetos existentes (Escola do Futuro Chinesa, Escola do Futuro Europeia), a estratégia de desenvolvimento deste modelo visa estabelecer um ambiente significante de comunicação e atividade baseado na diversidade das comunidades formadas por crianças e adultos e dos tipos de atividades.

    Os cientistas da UEPPM insistem que reformar a escola é a tarefa prioritária para os pedagogos do mundo inteiro. A chamada "Escola do Futuro" deverá preparar os alunos para serem capazes de lidar com os desafios da sociedade contemporânea relacionados à decadência das instituições sociais existentes e à formação de novos tipos de comunidades.

    Os autores da pesquisa sugerem criar a Escola do Futuro com base na abordagem da ação legada pelos psicólogos Lev Vygotsky e Aleksei Leontiev. Esta abordagem é centrada no princípio da "união da consciência e da ação", de acordo com qual a mente e a consciência formam-se na ação, sendo a ação regulada pela consciência.

    Os fundamentos científicos do projeto russo da Escola do Futuro apoiam-se em grande medida na teoria do eminente psicólogo soviético e russo Vasily Davydov, seguidor de Vygotsky e Leontiev. De acordo com sua teoria, para projetar a Escola do Futuro é necessário detectar as diversas formas de pensamento objetivo e reflexivo, de ação, compreensão mútua e comunicação relacionadas com a prática de diversos tipos de atividade e interação em diferentes comunidades.

    Como dizem os cientistas, a tendência principal da busca de um modelo eficiente da Escola do Futuro está na projeção de um ambiente multifacético de comunicação e ação que garanta a diversidade das comunidades compostas por crianças e adultos.

    Meninas no dia da celebração de formatura escolar perto de sua escola no vilarejo russo de Miasskoe, na região de Chelyabinsk
    © Sputnik / Aleksandr Kondratyuk
    Meninas no dia da celebração de formatura escolar perto de sua escola no vilarejo russo de Miasskoe, na região de Chelyabinsk

    "A escola deve se tornar um espaço motivador de atividades, ser aberta a comunidades, aos pais, não como controladores passivos da prestação de serviços educativos, senão como participantes ativos da situação social, definindo também a vida escolar. Contudo, a comunidade educativa integrada por crianças e adultos não pode ser organizada externamente, mas sim 'cultivada' no sistema de valores e atividades comuns dos seus integrantes", conta Vitaly Rubtsov, doutor em Psicologia e presidente da UEPPM.

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    Tags:
    sociedade, escola, educação, Rússia
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