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    Avanço da pandemia de COVID-19 em meados de maio (112)
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    Uma empresa farmacêutica norte-americana assegura ter descoberto um anticorpo eficiente para neutralizar a infecção pelo novo coronavírus, sem contudo apresentar o estudo.

    O anticorpo, que teria sido descoberto depois de experimentos realizados em células in vitro, alegadamente impede que o vírus invada a célula e funcionaria perfeitamente, adianta a empresa.

    Coquetel de anticorpos

    A notícia foi avançada pela Fox News e refere que pesquisadores da empresa biofarmacêutica Sorrento Therapeutics, sediada na Califórnia, anunciaram ter descoberto, em colaboração com o Mount Sinai Health System em Nova York, um coquetel de três anticorpos capazes de eliminar o novo coronavírus do corpo humano.

    "Queremos enfatizar que existe uma cura. Existe uma solução que funciona a 100%", garantiu Henry Ji, fundador e CEO da Sorrento Terapêutica, citado pela Fox.

    Ele salientou que, nesse caso, não haveria necessidade de distanciamento físico e seria possível viver em uma sociedade sem medo.

    Esta imagem de microscópio eletrônico sem data, disponibilizada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA em fevereiro de 2020, mostra o novo coronavírus SARS-CoV-2, amarelo, surgindo da superfície das células, azul/rosa, cultivadas em laboratório
    © AP Photo / NIAID-RML
    Imagem do SARS-CoV-2 dado por um microscópio eletrônico

    Os cientistas teriam estudado bilhões de anticorpos, dos quais várias centenas foram considerados potencialmente capazes de agir contra o coronavírus e uma dúzia deles podendo mesmo bloquear a capacidade do vírus de se ligar à enzima humana ACE2, que é o receptor que este geralmente usa para se fixar em células humanas.

    Anticorpo STI-1499

    O anticorpo, batizado de STI-1499, "se envolve em torno do vírus e o expulsa do corpo", prosseguiu Henry Ji, pois quando o anticorpo impede a penetração em uma célula humana, o vírus não consegue sobreviver.

    "Se não lograr penetrar na célula, ele não consegue se replicar. Isso significa que, se impedirmos que o vírus invada a célula, ele acaba por desaparecer e o corpo o elimina", afirmou Ji, uma vez mais citado pela Fox News.

    Segundo os pesquisadores da empresa, o STI-1499, que deve se tornar o primeiro anticorpo do aludido coquetel, pode fornecer uma inibição total do vírus, devendo o tratamento estar disponível ainda antes do surgimento de uma vacina.

    Com esta divulgação, as ações da companhia valorizaram 150% no mesmo dia, informou o portal Seeking Alpha.

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    Avanço da pandemia de COVID-19 em meados de maio (112)

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    Tags:
    EUA, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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