10:08 24 Outubro 2020
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    Situação em torno da pandemia de COVID-19 no fim de abril (140)
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    Segundo o pesquisador Yaron Ogen, a concentração do dióxido de nitrogênio e o bloqueio do fluxo de ar por causa de montanhas aumentariam a mortalidade provocada pela doença.

    A poluição com dióxido de nitrogênio (NO2) aumenta o risco de mortalidade da COVID-19, afirma o cientista Yaron Ogen da Universidade Martin-Luther em Halle-Wittenberg, em um estudo publicado no portal ScienceDirect.

    Vários estudos mostram que a exposição prolongada ao dióxido de nitrogênio pode levar a hipertensão, diabetes, doenças pulmonares e cardiovasculares e até à morte, pelo que o cientista decidiu analisar o impacto deste elemento tóxico em pacientes com COVID-19.

    "Os dados do Sentinel-5P mostram dois hotspots principais de NO2 sobre a Europa: Norte da Itália e área metropolitana de Madri", diz o estudo.

    Os dados do Sentinel-5P mostram dois grandes focos de NO2 na Europa: o norte da Itália e a área metropolitana de Madri", indicou Ogen, concluindo que "a exposição crônica pode contribuir significativamente para as altas taxas de mortalidade da COVID-19 nessas regiões".

    Ele concluiu ainda que os níveis de poluição são mais altos em áreas cercadas por montanhas, que bloqueiam o fluxo de ar.

    O pesquisador descobriu que, até 19 de março, um total de 4.443 casos letais de COVID-19 haviam sido registrados na Itália, França, Espanha e Alemanha, e que 78% deles ocorreram em quatro regiões do norte da Itália e na comunidade de Madri.

    Ao mesmo tempo, o cientista aponta a necessidade de um estudo mais aprofundado de fatores como a idade dos pacientes e doenças pré-existentes.

    De fato, a Itália e a Espanha têm atualmente o maior número de mortes, 24.648 e 21.282, respectivamente, da COVID-19 após os EUA, com mais de 42.300 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).

    As principais fontes de emissão de NO2 são fábricas e usinas de energia, bem como o transporte por veículos movidos a combustíveis fósseis.

    Em novembro de 2019, especialistas da União Europeia informaram que o transporte gera 47% do óxido de nitrogênio e que uma política de redução do tráfego poderia reduzir a poluição em 40%.

    A Agência Espacial Europeia observou em março, após o surto do coronavírus, uma diminuição nas concentrações de dióxido de nitrogênio nas cidades europeias, com reduções significativas em Paris, Milão e Madri.

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    Situação em torno da pandemia de COVID-19 no fim de abril (140)

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    Tags:
    Madri, Milão, Paris, Agência Espacial Europeia (ESA), União Europeia, Universidade Johns Hopkins, Alemanha, Espanha, França, Itália, COVID-19
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