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    Mundo lidando com COVID-19 no início de abril de 2020 (153)
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    Presidente dos EUA Donald Trump e alguns membros da sua administração acusaram recentemente a Organização Mundial da Saúde de ser "enviesada pela China", e ameaçaram cortar seu financiamento.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os EUA e outros países para o risco de transmissão do coronavírus entre humanos em janeiro, quando o surto começou na China, mesmo sem provas claras fornecidas por estudos chineses de que este tipo de transmissão era possível.

    Em 10 de janeiro, a OMS forneceu um pacote abrangente de orientações e conselhos técnicos aos países sobre a forma de detectar e prevenir a doença, alertando para a transmissão entre seres humanos, informou o jornal The Guardian, citando fontes de altos funcionários da OMS.

    A organização confirmou a publicação dessas orientações no seu site oficial, afirmando que as medidas foram compartilhadas "com os diretores regionais de emergência da OMS para compartilhar com os representantes da OMS nos países". No entanto, o texto das orientações não foi disponibilizado ao público.

    Em 14 de janeiro, a doutora Maria Van Kerkhove observou em uma coletiva de imprensa que "é possível que haja uma transmissão limitada de pessoa para pessoa, potencialmente entre as famílias, mas é muito claro agora que não temos transmissão sustentada de humano para humano, e que existe o risco de um possível surto mais vasto".

    A epidemiologista Maria Van Kerkhove observou ainda que a transmissão entre humanos não seria surpreendente, dada a nossa experiência com o SARS, o MERS e outros agentes patogênicos respiratórios.

    Relatórios iniciais

    Em 22 de janeiro, a OMS publicou no seu site e afirmou em informativos à mídia que "a transmissão de pessoa para pessoa está ocorrendo em Wuhan".

    "Os dados recolhidos através da investigação epidemiológica detalhada e da utilização do novo kit de testes a nível nacional sugerem que está tendo lugar em Wuhan uma transmissão entre seres humanos", informou em uma declaração.

    "É necessária uma análise mais aprofundada dos dados epidemiológicos para compreender a extensão total da transmissão entre seres humanos. A OMS está pronta a prestar apoio à China para realizar uma análise mais detalhada", afirmou a organização internacional.

    Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu
    © AP Photo / Matilde Campodonico
    Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu

    Em 30 de janeiro, a OMS anunciou que a COVID-19 tinha se tornado uma emergência sanitária mundial.

    Acusações da administração Trump

    O presidente norte-americano Donald Trump e alguns membros da sua administração têm acusado repetidamente a organização de tentar esconder o verdadeiro perigo da pandemia do coronavírus. Trump afirmou, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, que a OMS "se enganou em muitos aspectos".

    A OMS realmente estragou tudo. Por alguma razão, [é] financiada em grande parte pelos Estados Unidos, mas muito centrada na China. Vamos dar uma boa olhada nisso. Felizmente, rejeitei seus conselhos no sentido de manter nossas fronteiras abertas à China desde o início. Por que razão nos deram uma recomendação tão deficiente?

    A posição de Trump foi rapidamente tomada por Lindsey Graham, senadora republicana.

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, respondeu à acusação, recomendando que a pandemia do coronavírus não fosse politizada.

    "O foco de todos os partidos políticos deve ser salvar seu povo. Por favor, não politize este vírus. Se você quer ter muitos mais sacos de cadáveres, então faça-o. Se você não quer muitos mais sacos de cadáveres, então se abstenha de politizá-lo", disse Ghebreyesus durante uma coletiva de imprensa on-line em Genebra, Suíça.

    Organização Mundial da Saúde

    A OMS compartilha toda sua informação através de sites e redes sociais, fornecendo orientações e recomendações para o público, países, locais de trabalho e instituições, ao mesmo tempo que mantém um registro do número de casos confirmados em todo o mundo.

    De acordo com os dados mais recentes, existe mais de 1,6 milhão de casos a nível mundial, com mais de 97.000 vítimas mortais.

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    Tags:
    China, EUA, Donald Trump, OMS
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