04:13 02 Julho 2020
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    No Dia Mundial da Tuberculose, a Organização Mundial da Saúde refere passos eficazes para combate à doença que podem ser usados na luta contra o coronavírus, que está afetando o mundo cada vez mais.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) está comemorando o Dia Mundial da Tuberculose na terça-feira (24) como forma de luta contra a doença.

    O doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou a importância de continuar os esforços para enfrentar problemas de saúde de longa data, incluindo a tuberculose durante surtos globais como a COVID-19.

    "A COVID-19 está destacando o quão vulneráveis as pessoas com doenças pulmonares e sistemas imunológicos enfraquecidos podem ser", declarou o alto responsável.

    A luta contra a tuberculose afeta um quarto da população mundial de forma latente, e é responsável pelo maior número de mortes entre as doenças infecciosas, sendo também a maior causa de morte do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), afirma a OMS.

    Pessoas com bactéria da tuberculose não estão doentes nem são contagiosas, mas têm maior risco de contrair a doença, particularmente nos países mais pobres, que são os mais afetados.

    "O mundo se comprometeu a acabar com a tuberculose até 2030; melhorar a prevenção é a chave para que isso aconteça. Milhões de pessoas precisam ser capazes de receber o tratamento preventivo da tuberculose para parar o início da doença, evitar o sofrimento e salvar vidas", disse Ghebreyesus.

    O mundo não está fazendo esforço suficiente nessa área, pois em 2018 apenas colocou 1,8 milhão de pessoas em tratamento preventivo, segundo o comunicado.

    Crianças saltando na água em Manila, nas Filipinas
    © AP Photo / Aaron Favila
    Crianças saltando na água em Manila, nas Filipinas

    Em 2018, 10 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose em todo o mundo, e 1,5 milhão de pessoas perderam a vida devido a esta doença. Ghebreyesus sublinhou que a meta de acabar com a tuberculose em 2030 depende da capacidade de prevenção dos países.

    Abordagens para a tuberculose

    Assim, a OMS publicou as seguintes diretrizes com "abordagens inovadoras" para melhorar o tratamento preventivo:

    • Ampliar o tratamento da tuberculose "entre as populações de maior risco, incluindo contatos familiares de pacientes com tuberculose, pessoas vivendo com o HIV e outras pessoas em risco com imunidade 'reduzida' ou vivendo em ambientes superlotados";

    • Integrar serviços de tratamento preventivo nos esforços contínuos para encontrar casos de tuberculose ativa, incluindo contatos familiares de pacientes com a doença, e de pessoas vivendo com HIV. Se a tuberculose ativa for descartada, "eles devem ser iniciados no tratamento preventivo da tuberculose".

    • Testes de infeção de tuberculose devem ser realizados com um teste cutâneo de tuberculina ou um teste de liberação de interferon-gama (Interferon gamma release assay, IGRA, na sigla em inglês).

    Devem ser realizados testes com um regime diário de 1 mês de rifapentina e isoniazida, 3 meses de rifapentina e isoniazida semanal, 3 meses de rifampicina diária e isoniazida, ou 4 meses de apenas rifampicina diária, além do método habitual dos 6 meses de isoniazida diária.

    "Enquanto as pessoas ao redor do mundo se reúnem para comemorar o Dia Mundial da Tuberculose, a OMS está apelando aos governos, comunidades afetadas, organizações da sociedade civil, provedores de cuidados de saúde, doadores, parceiros e a indústria para unir forças e intensificar a resposta à tuberculose, principalmente para o tratamento preventivo da tuberculose, para garantir que ninguém fique para trás", disse a doutora Tereza Kasaeva, diretora do Programa Global de Tuberculose da OMS.

    "A nova orientação da OMS mostra o caminho a seguir para que milhões de pessoas tenham acesso rápido a novas ferramentas e opções mais curtas e seguras de tratamento preventivo. O tempo para agir é agora", alerta.

    Apesar da luta atual contra o novo coronavírus, causador da doença COVID-19, que está se espalhando pelo mundo e provocando danos socioeconômicos incalculáveis, os programas utilizados contra a tuberculose podem também ser aproveitados no combate ao SARS-CoV-2, refere a organização.

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