16:57 05 Junho 2020
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    Países afetados pela COVID-19 podem enfrentar nova onda de infecções após a suspensão da quarentena, alertou um alto funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para ele, não é necessário testar todo o mundo.

    O chefe do Programa de Saúde Emergencial da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, reiterou a necessidade de aplicação de medidas drásticas para conter o vírus.

    "Nós temos que nos concentrar em encontrar aqueles que estão doentes, aqueles que têm o vírus, e isolá-los; encontrar aqueles com quem eles tiveram contato e isolá-los", resumiu Ryan.

    De acordo com ele, ao contrário do que muitos pensam, o grupo de risco inclui não só os idosos, mas também pessoas de meia-idade.

    "Se não adotarmos medidas vigorosas de saúde pública, quando essas restrições de movimento e quarentena forem levantadas o perigo é a doença voltar a se propagar", explicou.

    Ryan ainda disse que nem todos os cidadãos precisam ser testados para o coronavírus, em uma aparente mudança de posicionamento da organização.

    Anteriormente, a OMS havia sido criticada pelo governo da Finlândia por pedir que os governos providenciassem testes para todos os cidadãos.

    Soldados com máscaras conferem documentos de passageiros antes de embarque em estação de trem de Milão, na Itália
    © AP Photo / Antonio Calanni
    Soldados com máscaras conferem documentos de passageiros antes de embarque em estação de trem de Milão, na Itália

    Ryan lembra que, "para ganhar a batalha contra esse vírus", será necessário desenvolver uma vacina específica. No entanto, esse processo pode demorar pelo menos um ano.

    Até à chegada da vacina, os governos devem se concentrar na prevenção e salvar a vida daqueles que venham a ser afetados, disse o diretor da OMS à BBC.

    Nesta sexta-feira (20), Moscou anunciou que cientistas russos iniciaram testes em animais de diversas possíveis vacinas contra o coronavírus. A expectativa é que a vacina possa ficar pronta no último trimestre de 2020.

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    OMS, novo coronavírus
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