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    A preocupação em torno do novo coronavírus continua crescendo juntamente com o número de mortalidade e pessoas infectadas, mas quão grave é esse vírus em relação às pandemias que o mundo já enfrentou?

    Desde 2009, a gripe suína espalhada pelo mundo já matou mais de meio milhão de vidas. O surto de ebola na África Ocidental matou mais de 11.000 pessoas, enquanto a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a gripe aviária e a doença das vacas loucas também levaram centenas de vidas, provocando preocupação generalizada.

    Agora, o que está espalhando medo mundo afora é o coronavírus, que, segundo os últimos dados, já infectou mais de 20 mil pessoas e matou pelo menos 427.

    Pandemias mortíferas

    O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez na República Democrática do Congo em 1976. O surto começou no início dos anos 80 e continuou a ser um dos maiores flagelos que a humanidade tem enfrentado nas últimas décadas.

    De 1981 a 2012, essa doença matou um total de 25 milhões de pessoas no mundo. Tanto a prevenção como o tratamento da infecção pelo vírus HIV melhoraram enormemente nos anos que se seguiram.

    De acordo com a ONU, cerca de 37,9 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus HIV até o final de 2018, das quais 24,5 milhões estavam acessando a terapia antiretroviral.

    Originado em 1956 na China, o vírus da gripe asiática matou cerca de dois milhões de pessoas durante os seus dois anos de expansão pelo mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Ato de concscientização sobre o HIV/AIDS no hospital Emílio Ribas, em São Paulo (foto de arquivo).
    © Foto / Agência Brasil
    Ato de concscientização sobre o HIV/AIDS no hospital Emílio Ribas, em São Paulo (foto de arquivo)

    Pesquisas sugerem que o vírus é uma estirpe mista composta por vírus da gripe aviária e da gripe humana. Alguns cientistas dizem que a doença teve origem em uma mutação em patos selvagens que se combinou com uma estirpe humana pré-existente.

    Redução da população

    Provavelmente, uma das piores pandemias que já atingiu a humanidade foi a da gripe espanhola de 1918, que se espalhou da Ásia para a Europa e América do Norte, e chegou até o Ártico.

    Mais de 500 milhões de pessoas foram infectadas, resultando em 20-50 milhões de vítimas fatais até o fim da pandemia em dezembro de 1920. Alguns pesquisadores acreditam que a doença tenha matado de 3-5% da população global na época.

    O que diferenciou essa gripe das outras comuns foi seu padrão de mortalidade, que atingiu adultos completamente saudáveis.

    A mais conhecida pandemia que já atingiu a humanidade, a Peste Negra, causou um número de mortes extremamente alto, de 75 milhões a 200 milhões de pessoas entre os anos de 1346 e 1353. Acredita-se que a peste, que atravessou continentes através de pulgas de ratos, tenha aniquilado de 30% a 60% da população da Europa.

    Funcionário hospitalar protegido aplica medicamento em hospital em meio a surto do novo coronavírus em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2020
    © REUTERS / China Daily
    Funcionário hospitalar protegido aplica medicamento em hospital em meio a surto do novo coronavírus em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2020

    Sendo talvez uma das epidemias menos conhecida, a Praga de Justiniano afligiu o Império Bizantino entre os anos de 541 e 542, reduzindo a população europeia pela metade em apenas 12 meses. No seu auge, estima-se que a pandemia tenha matado cerca de 5.000 pessoas por dia.

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    Tags:
    pandemia, praga, HIV, AIDS, gripe aviária
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