16:43 25 Janeiro 2020
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    O papa Francisco encerrou neste domingo (24) uma cúpula extraordinária sobre a prevenção de abusos sexuais do clero e comprometeu-se a enfrentar os agressores com "a ira de Deus" e pôr fim ao acobertamento por parte de superiores, além de priorizar as vítimas deste "descarado, agressivo e destrutivo mal".

    Francisco realizou as declarações ao fim de uma missa diante de 190 bispos e líderes religiosos convocados a Roma após a aparição de novos escândalos de abusos provocar uma crise de credibilidade na hierarquia católica e na própria liderança do pontífice.

    O papa jesuíta destacou que a grande maioria dos abusos sexuais ocorre na família e ofereceu uma visão global do problema social que inclui o turismo sexual e a pornografia na internet, em uma tentativa de contextualizar o que, segundo ele, foi um tema tabu.

    Mas esse tipo de agressões a menores são ainda mais escandalosas quando acontecem na Igreja Católica "porque é totalmente incompatível com sua autoridade moral e credibilidade ética", disse. "Temos que reconhecer com humildade e coragem que estamos cara a cara com o mistério do mal, que golpeia com mais violência os mais vulneráveis porque são uma imagem de Jesus."

    O líder da Igreja Católica reuniu bispos de todo o mundo em uma cúpula de quatro dias para lembrar-lhes que os abusos sexuais cometidos por sacerdotes e seu encobrimento não são um problema de apenas certos países, mas uma questão global que ameaça a missão da Igreja Católica.

    "Irmãos e irmãs, hoje nos encontramos ante uma manifestação de um descarado, agressivo e destrutivo mal."

    Francisco ofereceu um compromisso de futuro com oito pontos, pedindo mudança na mentalidade defensiva da Igreja e a promessa para não voltar a ocultar os casos. "Na ira justificada da gente, a Igreja vê o reflexo da ira de Deus, traído e insultado por essas pessoas consagradas desonestas", disse.

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