01:39 18 Outubro 2019
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    Rudolf Hess, Henri de Baillet-Latour e Adolf Hitler

    Teoria da conspiração sobre nazista braço direito de Hitler é desmentida (FOTOS)

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    Após um estudo de mais de 40 anos, pesquisadores conseguiram desvendar uma teoria da conspiração de 70 anos envolvendo um oficial alemão, considerado o braço direito de Hitler.

    Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Jan Cemper-Kiesslich da Universidade de Salzburgo na Áustria, refutou a famosa teoria da conspiração envolvendo por décadas Rudolf Hess, importante pessoa da Alemanha nazista.

    ​Rudolf Hess, braço direito de Hitler, não foi substituído por um sósia: Teoria da Conspiração sobre sósia de Rudolf Hess na prisão de Spandau é finalmente desmentida pelo DNA.

    A teoria foi desmentida depois de um exame de DNA. Ao comparar as amostras de sangue do preso designado como "Número 7 de [prisão] Spandau" e de seu parente, foi concluído que quem estava na prisão era realmente o político e militar nazista, segundo a revista New Scientist.

    Adolf Hitler e Rudolf Hess durante parada militar em Berlim, em 1938
    © AP Photo /
    Adolf Hitler e Rudolf Hess durante parada militar em Berlim, em 1938

    Hess era considerado o braço direito de Hitler e foi julgado em Nuremberg, sendo condenado à prisão perpétua em 1946. Após a condenação, Hess foi para a prisão Spandau, onde permaneceu até supostamente cometer suicídio, em 1987. Ele foi o único preso de Spandau por mais de 20 anos.

    Os rumores de que Hess havia sido substituído por um dublê surgiram antes de sua chegada à prisão. O médico britânico que trabalhava na prisão, W. Hugh Thomas, e o ex-presidente americano, Franklin Roosevelt, acreditavam nessa teoria.

    Os restos mortais de Hess foram cremados em 2011, entretanto, para o estudo, os pesquisadores utilizaram uma amostra de sangue do preso "Número 7 de Spandau" em 1982, sendo lacrada hermeticamente.

    Rudolf Hess, ao centro, durante seu julgamento por crime de guerra, em Nuremberga
    Rudolf Hess, ao centro, durante seu julgamento por crime de guerra, em Nuremberga

    Para confirmar o caso, os pesquisadores compararam a amostra do prisioneiro com a de um parente distante do sexo masculino.

    O resultado demonstrou que há mais de 99,9% de probabilidade de que a amostra de sangue seja de um familiar próximo de Hess, apoiando a hipótese de que "o prisioneiro Número 7 de Spandau era de fato, Rudolf Hess", afirmam pesquisadores.

    "Eles obtiveram um resultado perfeito com o cromossomo Y e um parente do sexo masculino de Hess. Se essa pessoa não tivesse ligações, você não obteria aquele resultado, então, com base nesse ponto de vista, isso é um bom sinal", afirmou Turi King, um geneticista da Universidade de Leicester.

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    Tags:
    teoria de conspiração, DNA, crime de guerra, nazismo, Adolf Hitler, Alemanha
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