05:48 24 Janeiro 2020
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    A Segurança Pública promete ser um dos temas mais discutidos pelos presidenciáveis nas eleições deste ano, e o combate ao narcotráfico aparece como um dos principais desafios para o próximo presidente eleito.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o presidente do Clube Militar e um dos consultores de Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão, afirma que o combate a esse tipo de crime é função das Forças Armadas.

    “Quando se toca na Garantia da Lei e da Ordem, já está implícita a questão do combate ao narcotráfico, seja no apoio às forças policiais, seja na questão de guarnecer as nossas fronteiras”, diz o general, que recentemente, ainda na ativa, ganhou projeção nacional ao acenar com intervenção militar para resolver a crise política brasileira.

    O presidente do Clube Militar ressalta ainda que a função de segurança interna já é prevista constitucionalmente no Brasil, diferentemente da Argentina, onde o presidente Maurício Macri anunciou na última semana uma “modernização” das Forças Armadas para que possam enfrentar “os desafios do século XXI”, como o narcotráfico, por exemplo.

    Apontado como futuro titular do Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Jair Bolsonaro, o general Mourão desconversa e se coloca apenas como apoiador do deputado fluminense.

    “Não tivemos nenhuma conversa nesse sentido. Primeiro precisamos ganhar as eleições para depois ver quem serão os nomes a serem colocados nos futuros ministérios. Eu não tenho nenhuma veleidade de ser ministro A, B ou C. Muito pelo contrário, meu papel agora é e será, por enquanto, ser presidente do Clube Militar e apoiador incondicional daquilo que é o programa de governo do deputado Jair Bolsonaro”, acentua Mourão.

    Falando como um participante do grupo de decisões sobre a formação do futuro Ministério, apesar de negar pretensões para ocupar a pasta, o presidente do Clube Militar aponta a defasagem no aparato de segurança pública do país como um dos desafios do próximo presidente.

    “O aparato de segurança pública do nosso país tem missões pouco definidas e está defasado. Então, terá que haver uma integração maior em todos os níveis, e isso será um trabalho para um futuro governo do Bolsonaro”, conclui o general.

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    Tags:
    entrevista, narcotráfico, drogas, Exército Brasileiro, Antonio Hamilton Mourão, Brasil
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