23:37 18 Junho 2018
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    Manifestação em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, contra mudanças na estatal

    America first! Engenheiros da Petrobras criticam política de preços da estatal

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    Segundo a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), a atual política de preços da companhia favorece os EUA e o setor privado. Seria uma das táticas do governo para quebrar a empresa.

    A AEPET divulgou uma nota nesta quarta-feira, por ocasião da greve dos caminhoneiros, na qual atacou a política de preços de combustíveis praticada pela estatal desde outubro de 2016.

    Segundo a AEPET, a política de preços, com preços mais altos, viabilizou a importação de combustível por concorrentes. Assim, a estatal perdeu mercado. 

    "A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, e dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil", alegou o comunicado.

    A associação alertou que os principais beneficiados nesse período foram os "produtores norte-americanos, os traders multinacionais, os importadores e distribuidores de capital privado no Brasil". 

    "Batizamos essa política de America first!, os Estados Unidos primeiro!”, explica a nota dos engenheiros da Petrobras.

    A AEPET espera por uma mudança na política de preços, em função da greve, pois esta teria o "potencial de melhorar o desempenho corporativo" da estatal, "na medida em que a Petrobras pode recuperar o mercado entregue aos concorrentes por meio da atual política de preços".

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    Tags:
    preço do diesel, petróleo, greve de caminhoneiros, caminhoneiros, gasolina, combustível, Aepet, Petrobras, Brasil
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