07:48 21 Novembro 2017
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    Mulher em uma cama (imagem referencial)

    Mulher do futuro será solteira?

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    Sociedade
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    Muitos analisam mulheres por sua capacidade de atrair um homem para seguir com a espécie. Mas, sem dúvidas, cada vez mais mulheres estão buscando felicidade individual, ou seja, sem um companheiro.

    "Estamos presenciando a mudança de um modelo, onde o amor romântico e clássico de uma mulher que está à procura de um homem para suprir suas necessidades, conhecido como hipergamia, e que se traduz na busca de parceiros mais velhos e com poder aquisitivo e nível cultural maior, que não está funcionando", explicou à Sputnik Mundo Ariadna Relea, diretora espanhola e coautora do documentário Singled (Out) que expõe a mudança de paradigmas.

    O panorama é exposto também por Mariona Guiu no mesmo documentário sobre a vida solteira de quatro mulheres em Barcelona, Istambul, Xangai e Melbourne e como são assumidos os estigmas tanto pessoais como sociais.

    "Este modelo está mudando, porque a mulher já não precisa de um homem e entende que não precisa dele, e todos precisamos entender que a mudança está em processo, por isso tentamos criar o debate a respeito e transformar a narrativa", afirmou Relea.

    A diretora comentou à Sputnik Mundo que começaram a filmar o documentário há quatro anos, pois queriam entender de onde vem esta preocupação por não ter um parceiro e se era realmente um desejo ou imposição social.

    Hoje em dia, a tarefa de encontrar um parceiro à altura é complicada e enfrentada por muitas mulheres, surgindo, assim, a preocupação quanto à incapacidade de encontrar parceiro estável. Mariona vivia na Austrália e Ariadna na China, onde observou o estigma da mulher solteira, muitas vezes tida como sobra "diretamente do governo".

    "Uma coisa em comum entre as cidades do documentário é que há muitas mulheres empoderadas, ou seja, bem-sucedidas tanto nos estudos como na vida profissional, sendo elas integrantes desta tendência à vida solteira, mas de onde vem o estigma na verdade?", contestam as diretoras.

    "Em Melbourne, tratamos sobre a vida da mulher escolhida por ela mesma, já em Xangai, o estigma é mais familiar já que as próprias famílias pressionam as mulheres para que se casem e, se não se casarem, são consideradas mulheres desnecessárias. No caso de Istambul, o próprio presidente do país discursou publicamente que uma mulher solteira e sem filho é uma mulher mediana, ou seja, está claro o insucesso, seja pelo meio ou pelo questionamento da própria mulher", explicou.

    Singled (Out) foi estreado recentemente na Semana Internacional de Cinema de Valladolid e "vimos que tanto homens como mulheres se interessam pelo tema, até mesmo no primeiro dia da amostra homens assistiram e isso prova que a mudança do paradigma afeta todos nós", assegurou a diretora.

    Na Espanha, entre 25% e 30% das mulheres nascidas na segunda metade dos anos setenta não têm filhos, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas. As causas vão desde a infertilidade até idade e hora de ter o primeiro filho, condições econômicas e decisão de não ser mãe.

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    Tags:
    independência, mudança, relações, filme, homem, mulher
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