17:03 18 Agosto 2017
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    Estudantes participam de um evento na Universidade de Princeton em 18 de novembro de 2015

    Não há homens (nem mulheres) na Universidade de Princeton

    © AP Photo/ Julio Cortez
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    Há um mês, a prestigiosa universidade norte-americana de Princeton divulgou um documento chamado "Utilizando Linguagem de Inclusão de Gênero". O guia apela para evitar pronomes expressamente masculinos ou femininos, aconselhando os substituir pela palavra "pessoa".

    O documento de duas páginas, disponível no site da universidade, explica que "a linguagem de inclusão de gênero significa escrever e falar de uma maneira que não use palavras baseadas no gênero em situações quando o sexo é desconhecido ou quando se trata de um grupo misto".

    Segue-se uma lista de exemplos em que frases "incorretas" são corrigidas. Por exemplo, os pronomes possessivos "his" e "her" (seu/sua no masculino e feminino) não são recomendados e devem ser evitados, sendo preferível usar o artigo definido ou indefinido — ou uma palavra neutra como "pessoa".

    A iniciativa universitária provocou polêmica – por exemplo, o colunista do jornal espanhol El Mundo Javi Gómez escreve que parte do princípio de que "metade de vocês [os leitores da coluna] nasceram com pênis". Ele tachou o guia de Princeton de "novo macarthysmo, disfarçado de politicamente correto".

    A Universidade de Princeton está situada em Nova Jersey e foi fundada em 1746.

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    Tags:
    igualdade de gênero, inclusão, sexismo, Universidade de Princeton, EUA
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