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    Estudante chileno no protesto contra reformas educacionais do governo em Santiago, 5 de julho de 2016

    Protestos contra reforma da educação resultam em confrontos com a polícia

    © AFP 2019 / Martin BERNETTI
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    Estudantes chilenos protestam contra a reforma da educação e se envolvem em confrontos com a polícia.

    Multidões de estudantes tomaram as ruas da capital chilena, Santiago, na terça-feira (5) em protesto contra as reformas educacionais do governo e exigindo a renúncia da ministra da Educação, Adriana Delpiano.

    Na segunda-feira, o governo chileno encaminhou para o Congresso um projeto de reforma do ensino superior, visando instaurar gradualmente o ensino gratuito; os estudantes, contudo, não gostaram do projeto.

    Segundo o portal de notícias Vanguardia, os protestos ocorreram na capital, assim como em Valparaíso, Temuco, Valdivia e Concepción. Os confrontos com a polícia resultaram em 140 detenções, com alguns casos de ferimentos, incluindo o espancamento de um jornalista.

    ​​Enquanto cerca de 165.000 estudantes podem frequentar 30 universidades de graça este ano, os críticos têm apontado que as reformas abrangem apenas os estudantes da faixa mais pobre da população, deixando os restantes inelegíveis.

    A educação no Chile é uma das mais caros do mundo: os estudantes chilenos pagam até cinco vezes mais do que os seus colegas dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O problema persiste desde a altura de Pinochet, cujo governo militar submeteu o país a duras reformas neoliberais.

    No ano passado, a presidente chilena, Michelle Bachelet, aprovou a chamada "lei rápida", que visa fomentar a educação pública gratuita, reformando o legado de Pinochet. Contudo, a reforma não agradou a todos.

    Há um mês, em outro ato contra a reforma da Educação, estudantes chilenos invadiram o palácio presidencial de La Moneda em Santiago.

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    Tags:
    protesto, educação, Santiago, Chile
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