17:50 28 Setembro 2021
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    A jornalista holandesa Ebru Umar, que tinha sido detida mais cedo hoje no Oeste da Turquia, está em prisão domiciliar.

    "Duas coisas: livre mas sob prisão domiciliar", reza o tuíte da jornalista, que está agora na cidade balneária de Kusadasi. Ela promete ainda "mais" detalhes em órgãos da mídia com que colabora: o jornal Metro e os sites TPO e Geen Stijl.

    Ebru Umar, de origem turca e de dupla nacionalidade — a holandesa e a turca, teria "insultado" o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O "insulto", segundo fontes citadas pela agência AFP, seria o principal motivo de detenção.

    O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, disse, citado pela AFP, que ele já comunicou com a jornalista. "A nossa embaixada está em contato estreito com ela", frisou o chefe do governo holandês.

    Mais cedo, Ebru Umar tinha publicado, no Metro, uma matéria onde ela cita um documento supostamente enviado pelo Consulado Geral da Turquia em Roterdã aos turcos que habitam lá solicitando comunicar ao Consulado Geral todo caso de insulto contra o presidente turco.

    O Consulado Geral, naquela altura, preferiu considerar o incidente de "mal-entendido". Mark Rutte, "surpreendido", exigiu explicações de Ancara.

    Um grupo de usuários do Facebook já criou um grupo de apoio à jornalista.

    Mais cedo nesta semana, as autoridades turcas não deixaram entrar no país ao chefe da redação turca da Sputnik. Mais cedo ainda, o site da Sputnik em turco ficou bloqueada no país por uma "razão administrativa".

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    Tags:
    Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Mark Rutte, prisão domiciliar, liberdade de imprensa
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