10:44 24 Maio 2019
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    Soldados sírios

    O soldado sacrifica seus sonhos para o bem do povo

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    Sociedade
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    Campanha militar antiterrorista na Síria (132)
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    Durante 5 anos da guerra as forças governamentais da Síria sofreram muitas perturbações: a alegria das vitórias bem como o desespero das perdas. Também havia cismas quando alguns soldados, seduzidos por “promessas e dinheiro”, declaravam sua deserção e passavam para as fileiras de militantes dos grupos armados ilegais.

    Também havia cismas quando alguns soldados, seduzidos por “promessas e dinheiro”, declaravam sua deserção e passavam para as fileiras de militantes dos grupos armados ilegais.

    São pessoas vivas que participam e sofrem nestes eventos, e não tanques e metralhadoras. São pessoas, com seus sonhos e ambições.

    Quanto aos sonhos, eles os deixaram de lado em prol de uma coisa – do bem comum do povo e da vida em paz e abundância na sua própria pátria.

    A agência Sputnik perguntou alguns soldados como eles imaginam o futuro depois da guerra.

    Khamza Ismail, de 26 anos, viu a sua família há três anos. No futuro ele queria ter uma grande  família e trabalhar em um banco na Síria.

    Khamza Ismail
    © Sputnik / Khaled Alkhateb
    Khamza Ismail

    “Eu sonhava com tornar-me magistro e depois entrar no curso de doutorado. Mas o meu povo é mais importante”, diz.

    Tamaam Maala recebeu o diploma de Construção Pública em 2010, mas dentro de um ano flagrou a guerra. Ferido algumas vezes, ele descartou a proposta de abandonar a frente.

    “O meu pai morreu e eu não consegui asistir aos fenerais. É uma ferida forte para mim. Mas as palavras dele, que ele disse durante o nosso último enconto, apertando a minha mão, alegram-me: 'Orgulho-me que o meu filho é um dos heróis do país'”.

    Ele sonha com dar ao seu filho o nome do pai.

    Muhammed Ammar tem 28 anos, é contabilista de profissão. Ele insistiu para ir à frente no mesmo momento quando a guerra começou.

    O seu sonho íntimo também é a família. Para isso ele está preparado para esperar e combater.

    • Adnan Al-Akhmed
      Adnan Al-Akhmed
      © Sputnik / Khaled Alkhateb
    • Adnan Al-Akhmed
      Adnan Al-Akhmed
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    • Muhammed Ammar
      Muhammed Ammar
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    • Muhammed Ammar
      Muhammed Ammar
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    Adnan Al-Akhmed

    O soldado Adnan al-Akhmed sonha que a sua mãe acredite no futuro novamente. Como todo o país, a família dele espera os seus heróis voltarem vivos e com boa saúde.

    “A nossa vida no país se tornou uma ruína total com as ruas cheias de fotos dos heróis tombados. Vivemos sonhando com a vítoria”, disse Adnan que quer continuar o seu estudo na Universidade.

    Quando aconteceu a guerra no país, Muhammed Al-Akkar teve 30 anos, vivia com a sua mulher e uma filha, e trabalhava em um restaurante.

    “Eu decidi defender o nosso país. Abandonei a mulher e a filha, para a qual nunca podia deixar de olhar. Chegaram os dias quando todos os nossos sonhos se arruinaram para uma coisa só: a paz no país”.

    Quando ele liga à família, conta que pensa o seguinte: “Será que esta é a última vez quando ouço as vozes deles?.. Mas tento levar estes pensamentos e sentimentos. Aguardamos o dia para poder voltar à casa. Sim, sofrimentos e massacres irrumperam na nossa vida, mas sonhamos com o dia quando voltemos. A guerra só permite pensar nisso”.


    Tema:
    Campanha militar antiterrorista na Síria (132)
    Tags:
    terrorismo, soldados, guerra, Exército da Síria, Síria
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