07:20 27 Maio 2020
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    Enquanto os adultos “resolvem os problemas” usando a força e as armas, as mais desprotegidas “sofrem perdas”.

    O conflito militar no Iêmen entre rebeldes houthis juntamente com as tropas de exército fiéis ao presidente atual Ali Abdullah Saleh e as tropas fieis ao ex-presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi continua, assim como o número de vítimas.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF na sigla em inglês) informou em um relatório nesta terça-feira (29) que no país árabe os bombardeios ameaçam diariamente a vida de seis crianças.

    "A partir do ano passado diariamente morrem ou recebem mutilações pelo menos seis crianças. <…> Neste conflito morreram já mais de 900 crianças e mais de 1,3 mil sofreram ferimentos só no ano passado. Estes números são sete vezes superiores aos números de 2014", diz-se no relatório da UNICEF.

    O volume real de crimes contra jovens, provavelmente é muito mais alto. Além disso, segundo a organização, cerca de dez milhões de crianças no Iêmen, o que é 80% da população menor do país, precisam de ajuda humanitária urgente.

    A guerra civil no Iêmen já provocou quase cinco mil mortes
    © AFP 2020 / Abdullah al-Qadry
    O documento foi publicado em relação com o primeiro aniversário de inicio de bombardeios por parte da coalizão liderada pela Arábia Saudita.

    Várias organizações internacionais classificam abertamente a situação no Iêmen como catástrofe humanitária. Atualmente está em vigor uma trégua entre os lados do conflito e as negociações sobre a resolução pacífica podem começar em abril.

    Tags:
    crianças, vítimas, conflito, UNISEF, Iêmen
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