15:32 21 Novembro 2017
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    Aplicativo do Google espiava um milhão de suecos

    © AFP 2017/ PHILIPPE HUGUEN / AFP
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    Nesta quinta-feira (9), o jornal sueco Dagens Nyheter escreveu que um “código espião” foi encontrado no programa Webpage Screenshot do browser Google Chrome usado para fazer captação de tela no computador.

    O Google removeu este aplicativo que, segundo relatos, continha um software maligno que interceptou dados de perfis e padrões de busca de mais de um milhão de usuários da Internet na Suécia, disse a corporação à agência Sputnik.

    “Quando nós automaticamente detectamos elementos que contêm software maligno ou sabemos deles através de relatos dos usuários, nos eliminamos esses programas do Chrome Web Store. Para garantir que os nossos usuários tenham a melhor experiência usando Chrome, nós vamos remover qualquer extensão do Web Store que contem software maligno ou pretende fazer uma coisa e faz outra”.      

    Várias empresas suecas sofreram de vazamento de dados, disse o jornal, não revelando os nomes das empresas por questões de segurança. 

    Os dados pessoais dos usuários suecos foram enviados a um servidor registrado nos Estados Unidos, informa o Dagens Nyheter. Porém, o endereço IP do servidor é registrado por uma pessoa que, segundo os relatos, reside em Israel.

    A Sputnik obteve um comentário de um especialista da Kaspersky Lab, Denis Legyzo, que esclareceu o caso.

    Segundo ele, o Google não teve intenção maligna porque o plug-in (aplicativo suplementar) mencionado é uma das centenas de extensões para browsers que os usuários baixam. A própria empresa não tem como controlar isso.  

    “O Google gradualmente endurece a política para os plug-ins também no Google Play. Porém, se falarmos da quantidade imensa e cada vez crescente de extensões para browsers, as empresas não irão incluir todas as centenas de extensões indesejadas numa lista negra. A solução possível será uma política de brusca de listas brancas de software aceitado para ser instalado”, frisou.

    Tags:
    Internet, segurança, Google, Suécia
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