11:09 18 Outubro 2017
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    Destroços do avição da Germanwings no local do acidente

    Copiloto da Germanwings podia ter intenção de "destruir o avião"

    © AFP 2017/ DENIS BOIS/GRIPMEDIA/AFPTV
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    O copiloto Andreas Lubitz, do avião da Germanwings que caiu na França na terça-feira (24), podia ter a intenção de "destruir o avião", opina um promotor francês.

    De acordo com o promotor de Marselha Brice Robin, o copiloto do Airbus A320 não deixou o comandante do avião voltar à cabine.

    Comentando a gravação das caixas-pretas, o promotor disse que o copiloto, dentro da cabine, estava vivo e respirando até o momento em que a aeronave bateu nas montanhas. De modo que a queda pode ter sido consequência de ações deliberadas dele, que tomou o controle do avião até conduzi-lo à colisão. Só nos últimos minutos da gravação ouvem-se gritos dos passageiros, informou Robin.

    "A interpretação mais correta, mais parecida com a verdade para nós é que o copiloto, por uma abstenção voluntária, recusou-se a abrir a porta da cabine de pilotagem ao comandante do voo e acionou o botão que iniciou o processo da perda de altitude", disse o promotor, citado pela Sputnik France.

    O promotor não divulgou nada sobre o perfil psicológico ou religioso do copiloto. A AFP informa, citando a Lufthansa, que Andreas Lubitz, de nacionalidade alemã, foi contratado em setembro de 2013 e tinha 630 horas de voo.

    O chefe da empresa Germanwings, Thomas Winkelman, confirmou esta versão, segundo a mídia.

    O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, confirmou que "de acordo com informações atuais… não existem indícios de que ele [o copiloto Lubitz] tinha qualquer antecedente terrorista". Ele afirmou que a Lufthansa também não descobriu nada a respeito em suas verificações regulares de segurança com o copiloto. 

    A tripulação também passou por verificação sobre conexões com terrorismo e outras questões de segurança. O resultado "foi negativo para todos eles", afirmou Maizière.

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