22:10 13 Dezembro 2017
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    Bandeira do Estado Islâmico em zona de conflito

    Rede social do Estado Islâmico foi criada e destruída em um só dia

    © Sputnik/ Andrey Stenin
    Sociedade
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    Após as contas do Estado Islâmico em Facebook e Twitter terem sido proibidas, o novo site do grupo chamado “Livro do Califado” foi criado na noite do domingo (8 de março).

    Na segunda-feira, 11, o site desapareceu deixando dúvidas sobre se seria autêntico.

    O site foi chamado de “Khelafabook” (5elafabook.com), o que é a transliteração da palavra árabe “califado”, e alegadamente seria destinado aos apoiantes do grupo terrorista, que reclama o seu direito aos territórios de Iraque e Síria como parte do Califado Islâmico.

    O site foi registrado e hospedado pelo provedor de Internet norte-americano GoDaddy, por uma pessoa de nome ‘Abu Musab’ e que indicou o Egito como o seu país, mas mencionou que mora em Mossul, Estado Islâmico.

    Mosul é uma cidade no norte do Iraque que agora está sob o controle do Estado Islâmico. Abu Musab significa ‘o pai de Musab’ na língua árabe, que pode ser a referência ao antigo líder dos jihadistas islamitas no Iraque Abu Musabal-Zarkawi, morto em 2006 durante um ataque aéreo dos EUA.

    Pouco tempo depois de ter sido criado, o site deixou de estar online, tendo o grupo de hackers Anonymous assumido a responsabilidade pelo desaparecimento do site.

    Até segunda-feira à noite, o site só mostrava a mensagem: “O fato de que a página ter sido criada em um site de hospedagem compartilhada, e não construída para o tráfego maciço ou de segurança, gerou especulações de que ‘Khelafabook’ pode ter sido apenas um golpe de publicidade, em vez de um projeto real de rede social do Estado Islâmico.”

    Mensagem do Estado Islâmico
    © Foto: www.5elafabook.com
    Mensagem do Estado Islâmico
    A pesquisa publicada recentemente pelo Instituto Brooking, o centro de estudos com sede em Washington, concluiu que existe de 46.000 a 90.000 contas de Twitter dos adeptos do Estado Islâmico.

    Segundo a pesquisa, geralmente, a conta no Twitter de um apoiante do EI tem cerca de mil seguidores, o que é "consideravelmente mais" do que dos usuários regulares.

    Recentemente, o Twitter começou a proibição de contas de apoiantes do Estado Islâmico, o que levou o grupo aa pedir decapitações dos responsáveis da rede social.

    "A sua guerra virtual contra nós vai causar uma verdadeira guerra contra você", declarou em árabe um grupo dos adeptos do grupo extremista.

    Mais:

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    Tags:
    Internet, redes sociais, Twitter, Estado Islâmico, Síria, Irã, Iraque
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