23:46 26 Julho 2017
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    Flores depositadas no local de assassinato de Boris Nemtsov

    Sobe para 5 o número de suspeitos da morte de Boris Nemtsov, todos ficarão sob custódia

    © Sputnik/ Ramil Sitdikov
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    A corte Basmanny de Moscou sancionou neste domingo (8) a prisão para Zaur Dadaev, um dos suspeitos no assassinato do político russo Boris Nemtsov.

    O suspeito ficará sob custódia pelo menos até 28 de abril de 2015. 

    Segundo informa a corte, a decisão foi tomada tendo em conta a confissão de Dadaev quanto ao envolvimento no assassinato de Nemtsov.

    Neste domingo tornou-se público que o número de suspeitos de envolvimento na morte de Nemtsov cresceu de três para cinco pessoas.

    A porta-voz da corte informou que o processo contra os supostos assassinos Anzor Gubashev e Zaur Dadayev será considerado pela presidente interina do tribunal, Natalya Mushnikova.

    Mais tarde ela sancionou também a prisão de Anzor Gubashev. 

    A questão da prisão de Shagid Gubasev e dos dois novos suspeitos – Bakhaev e Eskerkhanov – ficará a cargo de um outro juiz. Gubasev ficará sob custódia até o dia sete de maio, os dois restantes – até oito de maio.

    Um dos novos suspeitos alega que tem um álibi para o momento do assassinato. "Na altura do assassinato estava no trabalho. Meus colegas podem confirmam isso", declarou Eskerkhanov durante uma das audiências no tribunal.

    O político russo de oposição Boris Nemtsov foi assassinado a tiros no centro de Moscou em 27 de fevereiro, durante um passeio com a namorada Anna Duritskaya, uma ucraniana de 23 anos. Segundo o jornal russo Kommersant, ela não é única testemunha ocular do assassinato. Supostamente perto da cena do crime por coincidência se encontrariam também agentes policiais, que descreveram os assassinos mais nitidamente do que Duritskaya.

    A reação ao assassinato do político de oposição Boris Nemtsov foi imediata. O presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin, que foi informado rapidamente sobre o crime, prestou condolências à família e amigos do político. O chefe de Estado russo delegou às autoridades de segurança do país a criação de um grupo investigativo misto, com participação do Ministério do Interior e Serviço Federal de Segurança da Federação da Rússia (FSB na sigla em russo), a tarefa coordenar os trabalhos.

    Boris Nemtsov tinha 55 anos. Ele foi vice-primeiro ministro do governo russo na época do presidente Boris Yeltsin. Na ocasião, o político foi considerado um possível candidato à presidência. Em dezembro de 2007, o seu partido Soyuz Pravykh Sil (União das Forças de Direita) propôs Boris Nemtsov como candidato para o cargo de presidente da Rússia nas eleições de março de 2008. Em dezembro de 2007, o rating da sua candidatura à presidência foi inferior a 1%. Em 26 de dezembro, antes do início da campanha eleitoral, Nemtsov retirou a sua candidatura a favor de Mikhail Kasianov.

    Desde o início da presidência de Vladimir Putin, Nemtsov se posicionou como um crítico ativo da sua administração. Desde então, ele ocupou diversos cargos públicos e foi eleito sucessivas vezes para o parlamento. Desde 2012, ele é co-preside o Partido Republicano da Rússia — Partido da Liberdade Popular (RPR-PARNAS). Desde 2013, foi deputado da Duma da oblast de Iaroslavl, cidade satélite de Moscou.

    A imprensa internacional também reagiu rapidamente à morte de Boris Nemtsov. As notícias, em sua maioria, davam ênfase às atividades oposicionistas do político e informavam sobre a marcha da oposição convocada por este para 1 de março.

    O secretário de imprensa do Kremlin, Dmitri Peskov, se manifestou a esse respeito à radio Kommersant. “Com todo o meu respeito à memória de Boris Nemtsov, no plano político ele não representava nenhuma ameaça para o governo atual da Rússia e para Vladimir Putin pessoalmente”.

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o assassinato e exigiu uma investigação rápida, imparcial e transparente sobre as circunstâncias do crime. A chancelaria do Reino Unido também teve postura semelhante à norte-americana e disse que irá acompanhar a investigação.


    Tags:
    crime, assassinato, corte, justiça, Boris Nemtsov, Rússia
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