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    Nesta quarta-feira (9), o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem grandes expetativas ou ilusões sobre o encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente norte-americano, Joe Biden.

    "Não temos demasiadas expectativas, nenhuma ilusão sobre avanços, mas há uma necessidade objetiva de trocar opiniões ao mais alto nível sobre quais as ameaças que a Rússia e os Estados Unidos veem, como as duas maiores potências nucleares", afirmou Lavrov.

    Além disso, Lavrov afirmou que o encontro entre os dois líderes é importante e que Moscou apoia o diálogo, que deve se basear no respeito mútuo.

    "A normalização das relações russo-americanas pode ocorrer apenas se os princípios de igualdade, respeito mútuo e não interferência nos assuntos internos uns dos outros forem observados – estas são condições necessárias não apenas para manter um diálogo normal, previsível e estável, mas também para acabar com a confrontação que se acumulou entre nossos países. Estamos prontos para um diálogo honesto", ressaltou.

    O chanceler russo indica que o diálogo é importante para trocar pontos de vista com franqueza.

    Moscou está focada em obter resultados positivos do encontro entre os líderes, mas os dois lados têm que fazer esforços, disse Lavrov.

    "Queremos alcançar resultados positivos no encontro. Mas, como se costuma dizer, para dançar o tango é preciso duas pessoas, e se alguém dançar break dance, então isso talvez se torne mais difícil", enfatizou.

    Lavrov também comentou que, durante o encontro, Washington deverá avaliar os interesses e a posição da Rússia, bem como as linhas vermelhas do país.

    "Contudo, caso nossos colegas norte-americanos continuem com sua própria propaganda, que ensurdece, entre outras, a elite norte-americana, provavelmente não devemos esperar muito", explicou.

    Lavrov também citou a proposta de moratória quanto aos mísseis de alcance curto e intermediário na Europa.

    "Nossa proposta permanece em vigor e penso que certamente vamos recordá-la durante o encontro em Genebra, no dia 16 de junho, e veremos a reação", observou.

    Antes de concluir, o ministro russo disse que espera que os dois líderes sejam capazes de iniciar um diálogo sobre a estabilidade estratégica, já que ambos os países possuem esse interesse comum, porém com abordagens diferentes.

    "Espero que os presidentes possam, com base nos desenvolvimentos, consultas preliminares que estamos realizando agora, determinar uma linha estratégica principal, para que os trabalhos nestas áreas continuem", concluiu.

    A reunião dos presidentes ocorrerá no dia 16 de junho, em Genebra, Suíça.

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