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    Coronavírus no mundo no início de abril de 2021 (58)
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    Rinat Maksyutov, diretor do Centro Vektor russo, que criou a EpiVacCorona, relatou que ela poderá ser ajustada a novas cepas muito rapidamente, e que está sendo desenvolvida uma versão nasal da vacina.

    A EpiVacCorona, segunda vacina contra a COVID-19 a ser registrada na Rússia, poderá ser adaptada às futuras cepas do vírus em apenas um dia, segundo Rinat Maksyutov, diretor do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor, Rússia, em entrevista à Sputnik.

    "Se ocorrer uma mutação do vírus dentro das áreas em que selecionamos os nossos peptídeos, [...] a composição da vacina pode ser atualizada em não mais que um dia", contou.

    É necessário administrar duas doses da vacina em um intervalo de 21 dias, aponta Maksyutov. O cientista também garantiu que é inteiramente seguro se revacinar com a EpiVacCorona para fortalecer a defesa.

    Maksyutov referiu, no entanto, que produzir os peptídeos e fabricar as vacinas, bem como realizar estudos com a nova formulação, levaria tempo.

    "Espero que consigamos nos limitar a um estudo restrito, por analogia com aqueles feitos com vacinas contra a gripe sazonal quando há uma mudança de cepa. Mas como não há precedentes com vacinas contra o coronavírus, será mais difícil explicar, [então] tudo dependerá do regulador [russo]", detalhou.

    COVID-19 sazonal?

    O diretor do Centro Vektor assume que a infecção pelo SARS-CoV-2 se tornará eventualmente sazonal, mais branda ou assintomática, com o vírus podendo se espalhar mais, em vez de simplesmente matar o anfitrião.

    "Uma mutação não é necessariamente má, pode ser boa", disse o pesquisador.

    Mais de cinco mil mutações do novo coronavírus foram detectadas na Rússia até o momento, de acordo com Maksyutov.

    Vacina nasal

    Além disso, Rinat Maksyutov revelou que o Centro Vektor está desenvolvendo uma versão nasal da EpiVacCorona.

    "Sim, agora começamos a desenvolver a vacina na forma de gotas, ou seja, para aplicação nasal. A composição do principal ingrediente ativo da vacina não mudará [em relação à vacina EpiVacCorona]", relatando ainda que a imunidade será criada nas membranas mucosas, que são as portas de entrada para a infecção.

    A vacina EpiVacCorona é produzida pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor. Ela não contém vírus vivo, e cria imunidade através do uso de peptídeos sintetizados artificialmente.

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    Coronavírus no mundo no início de abril de 2021 (58)

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