02:25 09 Março 2021
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    O pedido feito pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) para a libertação de Aleksei Navalny é, a priori, inexequível, afirmou hoje (17) o ministro da Justiça da Rússia Konstantin Chuichenko.

    O ministro também assinalou que a demanda recebida nesta quarta-feira (17) do TEDH não tinha precedentes por uma série de razões.

    "Em primeiro lugar, isto é uma interferência grosseira e clara nas atividades do judiciário de um Estado soberano. Em segundo, este requerimento é infundado e ilegal, já que não contém qualquer indicativo de um único fato ou regra de direito que permita ao tribunal tomar tal decisão", disse Chuichenko aos jornalistas.

    O ministro ressaltou que a demanda do TEDH "é a priori inexequível, uma vez que, de acordo com a legislação russa, não há base legal para libertar esta pessoa".

    Opositor russo Aleksei Navalny (foto de arquivo)
    © Sputnik / Kirill Kallinikov
    Opositor russo Aleksei Navalny (foto de arquivo)

    Na opinião de Chuichenko, os juízes europeus tomaram uma decisão que é claramente política e tem como única consequência complicar a restauração de relações construtivas com as instituições do Conselho Europeu.

    "A implementação desta decisão do TEDH nada mais seria do que a manifestação de uma abordagem seletiva, que contradiz o princípio fundamental do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, notadamente, a garantia do Estado de Direito", concluiu o ministro russo.

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    Tags:
    libertação, Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, Aleksei Navalny, Ministério da Justiça da Rússia, Rússia
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