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    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)
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    A Rússia conseguiu surpreender países ocidentais pela criação da vacina Sputnik V contra o novo coronavírus, escreve o jornalista Jacques Schuster em artigo do jornal alemão Welt.

    O jornalista relembrou que, no ano de 1957, todo o mundo observou o lançamento do primeiro satélite artificial da Terra pela União Soviética, e, este evento, segundo Schuster, intimidou os Estados Unidos e a Europa.

    "Desde então, a Rússia quase não conseguiu surpreender o Ocidente de um ponto de vista técnico. Apenas uma vacina contra o coronavírus, que chegou ao mercado cedo, demonstrou: a Rússia, talvez, é mais do que 'Alto Volta com mísseis'", escreveu Schuster, referindo-se a uma citação do ex-chanceler alemão Helmut Schmidt sobre a URSS.

    O jornalista ressaltou que a publicação na revista médica de referência The Lancet dos resultados intermediários da terceira fase dos testes clínicos da Sputnik V comprovou a eficácia da vacina.

    Por isso mesmo, o jornalista considera justificável a decisão de Moscou de ter iniciado o uso da vacina antes da divulgação dos dados finais.

    Reação da OMS ao artigo da revista The Lancet

    Recentemente, a Organização Mundial da Saúde saudou a publicação na revista The Lancet, informou a representante da OMS na Rússia, Melita Vujnovic, ao canal de televisão Rossiya.

    Ela notou que o artigo demonstra a eficácia do medicamento russo, e que agora a OMS está conduzindo negociações sobre as entregas da vacina aos países necessitados com vários representantes.

    "É que não há doses suficientes para todos os países e é muito importante não abandonar os que não podem comprar a vacina. Então, sim, a OMS está ativamente envolvida, e negociações estão acontecendo com todos os países no nível mais alto, esperamos ajuda da Rússia e de outros países para fornecermos a vacina a todos os necessitados", esclareceu a representante.

    Anteriormente, a revista médica de referência The Lancet publicou os resultados intermediários da terceira fase dos testes clínicos da Sputnik V que comprovaram a eficácia de 91,6%. Adicionalmente, os pesquisadores determinaram que a vacina russa protege 100% dos casos graves da COVID-19.

    Tema:
    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)

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    Tags:
    Ocidente, eficácia, vacina, COVID-19, novo coronavírus
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