02:19 01 Março 2021
Ouvir Rádio
    Rússia
    URL curta
    7327
    Nos siga no

    O diretor de uma organização criada pelo opositor russo Aleksei Navalny afirma que Washington tem de sancionar 35 altos responsáveis e empresários russos, incluindo a editora-chefe da agência Rossiya Segodnya e a Sputnik.

    A Fundação Anticorrupção (FBK, sigla em russo), organização criada pelo opositor russo Aleksei Navalny e considerada "agente estrangeiro" pelo Ministério da Justiça da Rússia, pediu em uma carta enviada a Joe Biden, presidente dos EUA, que aplique sanções a 35 cidadãos russos, revelou na sexta-feira (29) o jornal Washington Post.

    Entre as pessoas visadas estão o empresário Roman Abramovich; Andrei Kostin, CEO do banco VTB; Denis Bortnikov, vice-presidente do VTB; Mikhail Murashko, ministro da Saúde; Dmitry Patrushev, ministro da Agricultura, Igor Shuvalov, presidente do banco VEB; o jornalista Vladimir Solovyov e o empresário Alisher Usmanov.

    Além disso, a carta enumera 12 pessoas envolvidas na "perseguição de Aleksei Navalny", entre as quais Aleksandr Bastrykin, dirigente do Comité de Investigação da Rússia, Aleksandr Bortnikov, diretor do FSB, Konstantin Ernst, diretor do canal de televisão Pervy Canal, bem como Margarita Simonyan, editora-chefe da RT e da agência de notícias Rossiya Segodnya, da qual a Sputnik faz parte. A lista inclui também cinco pessoas "próximas" ao Kremlin, bem como outras dez que "violam as liberdades", referindo que sete das 35 pessoas já estão sancionadas.

    Vladimir Ashurkov, diretor da FBK e autor da carta, que também foi dirigida ao Departamento de Estado e Departamento do Tesouro dos EUA, bem como a Avril Haines, diretora de Inteligência Nacional norte-americana, aponta que a carta foi preparada ainda antes do regresso de Navalny à Rússia. A fundação apela à aplicação de sanções com o objetivo de "frear a corrupção e as violações dos direitos humanos".

    "Obrigado por seu tempo e atenção a este tema", conclui a carta.

    O que motivou a carta?

    Navalny passou mal em 20 de agosto de 2020 durante um voo interno entre as cidades russas de Tomsk e Omsk. Após ser tratado por médicos em Omsk, ele foi levado em coma de avião para continuar o tratamento no hospital Charité em Berlim, Alemanha. Depois disso, Moscou foi acusada por países do Ocidente de envenenar o opositor com a substância Novichok. O Kremlin, por sua vez, apontou a total falta de provas de tal acusação.

    Em 22 de setembro, o opositor russo teve alta do hospital e, após seu regresso a Moscou em 17 de janeiro de 2021, foi detido por violação dos termos da liberdade condicional de uma sentença anterior de peculato, tendo sido preso por 30 dias.

    De referir que as manifestações de sábado (23), convocadas por Aleksei Navalny e a FBK, não foram autorizadas.

    Mais:

    Embaixador russo refuta acusações de uso de armas químicas por Moscou
    Tribunal russo decide que prisão de Navalny por 30 dias foi legal
    MRE russo entrega nota à embaixada dos EUA por 'fake news', avisando ter direito a retaliar
    Rússia multará plataformas de mídia social por incitamento de jovens à realização de protestos
    MRE da Rússia após publicação dos EUA sobre protestos ilegais: 'Cuidem de seus próprios problemas'
    Ação não autorizada em apoio ao opositor russo Navalny decorre em Moscou e outras cidades da Rússia
    Tags:
    Joe Biden, Ministério da Justiça da Rússia, Ministério da Justiça, The Washington Post, Washington Post, Sputnik, Rossiya Segodnya, RT, Margarita Simonyan, EUA, Rússia, Departamento do Tesouro dos EUA, Departamento do Tesouro, Departamento de Estado dos EUA, Departamento de Estado, Aleksei Navalny
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar