15:42 17 Junho 2021
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    Autoridades russas têm avisado contra a participação de manifestações não sancionadas a favor do membro da oposição do país, referindo possíveis provocações e a pandemia da COVID-19.

    Ação não autorizada decorre neste sábado (23) em Moscou e outras grandes cidades por toda a Rússia em apoio a Aleksei Navalny, oposicionista russo.

    Foram realizadas detenções em uma manifestação não autorizada na Praça Pushkin em Moscou, que reuniu cerca de 4.000 pessoas, segundo o Ministério do Interior. Algumas das pessoas carregavam cartazes e escondiam completamente seus rostos com capuzes, cachecóis e máscaras ao mesmo tempo. No local também estavas presente um grande número de jornalistas. A mulher do opositor, Yulia Navalnaya, também participou de protesto ilegal e informou em uma rede social que foi temporariamente detida.

    Participantes de manifestação não sancionada de apoiadores do opositor russo Aleksei Navalny em Moscou, Rússia
    © Sputnik / Ilia Pitalev
    Participantes de manifestação não sancionada de apoiadores do opositor russo Aleksei Navalny em Moscou, Rússia

    Manifestantes se deslocam pelas ruas no centro da capital da Rússia, impedindo o movimento de transportes públicos. Várias pessoas ficaram feridas, incluindo 39 policiais e uma correspondente da Sputnik. Fotos nas redes sociais mostram pessoas sangrando.

    Além disso, estão decorrendo manifestações semelhantes em São Petersburgo, Novossibirsk, Khabarovsk, Vladivostok, Ekaterinburgo e outras cidades.

    ​Vista geral de pessoas reunidas agora na Praça Pushkin, em Moscou.

    As autoridades da Rússia têm expressado preocupação com os apelos que soaram na Internet, feitos por apoiadores do blogueiro, para participar dos protestos.

    Vídeo de manifestação não autorizada em Moscou de apoio a Navalny [1/2]

    O Ministério do Interior da Rússia e a Procuradoria-Geral do país advertiram repetidamente sobre a responsabilidade criminal, tanto dos organizadores quanto dos participantes comuns, dos protestos não sancionados planejados em Moscou e outras cidades no sábado (23), considerados como provocações e ameaça à ordem pública, e que serão "imediatamente suprimidos".

    A participação de protestos tem também sido proibida devido à pandemia da COVID-19, com as concentrações de pessoas contribuindo para a disseminação do novo coronavírus.

    Oposicionista russo

    Aleksei Navalny adoeceu a bordo de um voo doméstico russo em 20 de agosto de 2020, tendo sido tratado inicialmente na cidade siberiana de Omsk após o avião realizar uma aterrissagem de emergência. Os médicos locais disseram que ele sofria de um distúrbio metabólico, e que não foram encontrados vestígios de veneno no seu corpo.

    Em 22 de agosto, o oposicionista foi levado para tratamento à Alemanha, recebendo alta no hospital Charité de Berlim em 22 de setembro. Países no Ocidente acusaram Moscou de o envenenar com a substância tóxica Novichok, entretanto, não foram entregues à Rússia documentos oficiais sobre os resultados da análise. O ativista não compareceu a tempo ao departamento de liberdade condicional para regressar à Rússia.

    No domingo (17), Navalny foi preso em Moscou após regressar de avião desde a Alemanha, sendo acusado de violar condições de pena suspensa de prisão. Aliados do opositor convocaram protestos no sábado (23), depois que ele foi colocado sob custódia de 30 dias.

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    Tags:
    Novichok, Berlim, Alemanha, Procuradoria-geral da Rússia, procuradoria-geral, Ministério do Interior da Rússia, Ministério do Interior, COVID-19, Moscou, Rússia, Aleksei Navalny
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