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    O Kremlin disse nesta quarta-feira (20) que qualquer melhora no relacionamento entre Moscou e Washington vai depender da política de Joe Biden, assim que o presidente eleito assumir a Casa Branca.

    Segundo o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, a mudança na presidência dos Estados Unidos não fará diferença para a Rússia. Peskov afirmou ainda que o Kremlin não está trabalhando em nenhum preparativo especial para a posse de Biden e que a Rússia não mudará sua maneira de fazer política externa.

    "A Rússia viverá como viveu por centenas de anos: buscando boas relações com os Estados Unidos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

    A longa lista de pontos de atrito entre EUA e Rússia, como os conflitos na Ucrânia e na Síria, tem seu episódio mais recente em ataques cibernéticos.

    No dia 13 de dezembro, o governo dos EUA confirmou que suas redes de computadores foram alvo de um ataque hacker em grande escala, que afetou cerca de 200 entidades em todo o mundo. Nos EUA, algumas das instituições atingidas foram os Departamentos de Comércio e Tesouro, Defesa, de Segurança Interna e também o Departamento de Estado.

    Porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, na 15ª coletiva de imprensa de Vladimir Putin, 19 de dezembro de 2019
    © Sputnik / Aleksandr Vilf
    Porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, na 15ª coletiva de imprensa de Vladimir Putin, 19 de dezembro de 2019

    O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que é possível falar, com "certeza suficiente", sobre o envolvimento da Rússia em ataques cibernéticos. Na mídia o ataque também foi associado à Rússia. Nenhuma prova do envolvimento russo com o ataque foi apresentada, e o Kremlin negou qualquer relação com o incidente.

    Apesar das divergências, os países estarão em tratativa para estender um acordo histórico de armas nucleares logo após Biden tomar posse, nesta quarta-feira (20).

    O tratado Novo START, de 2010, limita EUA e Rússia a 1.500 ogivas nucleares cada e está previsto para expirar em 5 de fevereiro. Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin tem "consistentemente" defendido a preservação do tratado. Se Washington trabalhará ou não para atingir o mesmo objetivo "dependerá de Biden e sua equipe", acrescentou Peskov.

    As negociações sobre o tratado sob o governo do presidente Donald Trump empacaram enquanto Washington pressionava a China a aderir ao acordo, embora Pequim tenha anunciado que não tinha intenção de aderir ao pacto.

    Os assessores de Biden indicaram que o novo líder dos EUA trabalhará para estender o tratado. Durante a campanha presidencial, no entanto, Biden prometeu tomar uma posição mais dura em relação à Rússia.

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    Tags:
    Moscou, Washington, Casa Branca, Kremlin, Dmitry Peskov, diplomacia, Donald Trump, Joe Biden, Vladimir Putin, Estados Unidos, Rússia
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