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    Hoje, 17 de dezembro, o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, realiza sua grande coletiva de imprensa tradicional para responder a perguntas de jornalistas e resumir os resultados do ano.

    No ano passado, uma quantidade recorde de 1.895 jornalistas de toda a Rússia e do resto do mundo se reuniu no Centro de Comércio Internacional em Moscou. Devido à pandemia da COVID-19, neste ano o formato da coletiva foi modificado. Vladimir Putin está em sua residência presidencial, com apenas 247 jornalistas estrangeiros e de mídias federais russas assistindo à coletiva do Centro de Comércio e jornalistas de várias regiões da Rússia fazendo perguntas ao presidente de plataformas regionais.

    A Sputnik faz a cobertura on-line do evento. Presidente vai responder a perguntas enviadas através de site e aplicativo especialmente criados para coletiva, e também às que foram registradas por voluntários no call center da coletiva. Neste ano, há muitas perguntas sobre aumento da pensão da previdência, preços de alimentos, salários, benefícios para famílias e construção e compra de moradias. Haverá também perguntas sobre vacinação contra COVID-19, educação à distância e medidas de distanciamento social.

    Quanto à política externa, o presidente russo vai responder a perguntas sobre ações militares em Nagorno-Karabakh, eleições nos EUA, protestos da oposição na Bielorrússia e outras.

    Confira a íntegra da coletiva do presidente russo

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    • 11:00

      Só se pode negar que a COVID-19 existe até contraí-la

      Ainda respondendo a perguntas de jornalistas após o encerramento da coletiva, Putin afirmou que a vacinação deverá ser voluntária.

      Além disso, ele também informou que o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya busca criar uma vacina contra a COVID-19 de uma só dose e que gere anticorpos mais rapidamente.

      Ao mesmo tempo, ele afirmou que "só se pode ser dissidente da COVID-19 [pessoa que nega que o coronavírus existe] até o momento de contraí-la".

    • 10:55

      Coletiva encerrada

      A coletiva de imprensa acabou após quatro horas e 29 minutos de duração. O presidente respondeu a 60 perguntas.

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Mikhail Klimentiev
    • 10:37

      Brinde à Rússia

      Se referindo ao fim do ano e às festividades do Ano Novo, Putin ressaltou que o principal brinde dele é "pela Rússia".

    • 10:32

      Mesa redonda com líderes mundiais

      Ainda na coletiva, um correspondente da Islândia propôs ao presidente russo a realização de uma mesa redonda com líderes mundiais respondendo a perguntas, o que seria um exemplo de verdadeira democracia em sua opinião.

      Putin concordou com a ideia, mas disse que antes teria que ser concordado tal formato de coletiva com os líderes do Conselho de Segurança da ONU.

      Além disso, Putin ressaltou que os membros do Conselho de Segurança da ONU possuem muitos temas a serem discutidos.

    • 10:31

      Tratados de controle de armas

      Tendo em vista os mecanismos de controle de armas estratégicas, Putin afirmou que já está e curso uma nova corrida armamentista.

      Além disso, o início da corrida armamentista se deu com a saída dos EUA do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos, o que ocorreu ainda em 2002, nas palavras do presidente.

      Desta forma, à Rússia nada restou a não ser criar armas que possam superar as defesas antimísseis estrangeiras.

      Putin também disse que a defesa antimíssil dos EUA não é um problema para os novos sistemas de mísseis hipersônicos russos.

      Ele também ressaltou que o trabalho com todos os novos sistemas de armas está em curso, enquanto os mísseis Kinzhal e Peresvet já se encontram em serviço.

      O líder russo também ressaltou que os avanços da Rússia no setor tecnológico militar foram possíveis apesar de o país ser somente o sexto em gastos com defesa, mas possui armas que outros países não possuem.

      Quanto ao tratado Novo START, cujo prazo se extingue em fevereiro de 2021, Putin disse que o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, expressou prontidão para estender a vigência do tratado.

    • 09:40

      Rússia deverá ser forte economicamente para não reescreverem a história

      Tendo em vista as tentativas de deturpação dos fatos históricos relacionados à Grande Guerra pela Pátria, Putin afirma que a melhor forma de combater a deturpação dos fatos é fortalecer o potencial econômico da Rússia.

      Ele também reforçou a necessidade de preservar a memória dos que tombaram no conflito e os esforços feitos pela extinta União Soviética.

      Contudo, Putin apontou que os EUA e a Ucrânia foram os únicos que votaram contra a resolução da ONU que condena o nazismo.

    • 09:28

      Nova Guerra Fria

      Respondendo à pergunta do correspondente da emissora britânica BBC se assume alguma responsabilidade pelo suposto uso de armas químicas no exterior e nas tensões com países do Ocidente, Putin pediu para que os países europeus entregassem à Rússia provas do fato que o oposicionista Aleksei Navalny foi envenenado.

      Além disso, ele relembrou o fato de órgãos russos terem pedido aos parceiros europeus para darem início a uma investigação conjunta sobre o suposto envenenamento de Navalny.

      Ainda sobre responsabilidades, Putin declarou que possui, antes de tudo, deveres perante o povo russo.

      Putin também criticou as sanções contra a Crimeia, afirmando que a vontade dos locais foi ouvida através de referendo, pelo qual eles decidiram que a região deveria ser parte da Rússia.

      A Rússia também precisa manter sua defesa diante os avanços da OTAN, enquanto o país não é agressivo perante os países da aliança atlântica.

      Em tom de crítica, o presidente disse:

      "Vocês são pessoas inteligentes. Por que vocês acham que somos imbecis?"

      Apesar da crítica, Putin disse que seu país está aberto para a cooperação com Washington, mas os EUA não querem negociações para resolver as divergências.

    • 09:17

      Posição da Rússia sobre Nagorno-Karabakh

      Perguntado sobre o reacendimento do conflito entre armênios e azeris em setembro deste ano, Putin afirmou que a situação saiu do controle, apesar de as tensões existirem há muitos anos.

      De acordo com Putin, o conflito não se reacendeu sob influência estrangeira. Moscou defende que as diferenças devem ser resolvidas sem derramamento de sangue.

      A Rússia se posiciona há anos a favor da retomada pelo Azerbaijão de pelo menos sete distritos adjacentes a Nagorno-Karabakh.

      Putin defendeu a manutenção do status quo na zona de conflito.

      O presidente russo também afirmou que é possível aumentar o contingente russo em Nagorno-Karabakh, caso todos os lados envolvidos concordem.

    • 08:59

      Onde começa e termina a liberdade de expressão?

      Respondendo a uma questão sobre os ataques terroristas na França após as declarações do presidente Emmanuel Macron e das publicações do jornal Charlie Hebdo, o presidente defendeu que a liberdade de expressão deve terminar onde começa a liberdade dos outros.

      Putin também afirmou que, apesar da ocorrência de perseguição contra líderes religiosos na história da Rússia, nunca ocorreu a perseguição de uma determinada religião na sua totalidade.

      O presidente também afirmou, sobre a violência, que "Deus dá a vida e somente Ele a pode tirar".

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Vitaly Timkiv
    • 08:59

      Quando a situação econômica voltará ao normal?

      Enquanto o governo russo tem prestado ajuda financeira tanto para a população em geral, quanto para os empresários, Putin ressaltou os efeitos negativos da pandemia no setor ferroviário e na aviação, entre outros.

      Putin ressaltou a concessão de empréstimos sem juros para empresas, além do adiamento do pagamento de suas obrigações fiscais. Tais medidas permitiram apoiar os setores econômicos mais afetados.

      Além disso, apesar da pandemia, a Rússia apresentou avanços na economia, como a produção do avião de passageiros MC-21 com motores nacionais, assim como o lançamento do avião de médio porte Il-114-300, o qual realizou o primeiro voo ontem (16).

    • 08:48

      Crise nos países da CEI

      Perguntado sobre a turbulência política em vários países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), como os recentes protestos na Bielorrússia, no Quirguistão, as eleições na Moldávia, e a possibilidade de Moscou perder aliados na CEI, Putin afirmou que, relativamente à Moldávia, é favorável à retirada da força de paz russa assim que houver condições para isso.

      Quanto aos protestos na Bielorrússia, o presidente afirmou que seu homólogo Aleksandr Lukashenko deverá conduzir mudanças na Constituição, ressaltando que os manifestantes têm tido apoio do exterior.

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Aleksei Nikolsky
    • 08:25

      Putin presidente depois de 2024?

      Em relação às mudanças constitucionais que permitem a participação de Putin em eleições presidenciais a partir de 2024, o mesmo declarou que ainda não sabe se voltará a concorrer à presidência. O que importa é se as mudanças da Constituição são boas ou não para o país.

    • 08:13

      Que líder estrangeiro tem sido mais difícil e mais fácil nas negociações para Putin?

      Putin afirmou que não divide os líderes mundiais em bons e ruins, acredita sim que tais líderes defendem os interesses de seus países.

      Contudo, o presidente russo afirmou que a Rússia possui uma visão e planos comuns com a China.

      Quanto ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan, Putin afirmou que tem divergências com a Turquia, mas que vê Erdogan como "um homem de palavra".

      Ainda perguntado sobre o gasoduto Nord Stream 2, o presidente russo afirmou que o projeto é vantajoso tanto para a Alemanha quanto para a Europa em geral, indo de encontro aos seus interesses.

      Apesar de os EUA se oporem ao projeto, o presidente afirmou:

      "Eu acho que vamos terminar o trabalho [de construção do gasoduto Nord Stream 2]."

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Grigory Sysoev
    • 08:11

      Acesso à Internet

      Putin afirmou que até o final de 2021, todos os vilarejos com população de 100 a dois mil habitantes terão acesso à Internet rápida.

    • 08:00

      Mudanças na Constituição

      Neste ano, a Rússia realizou mudanças na sua Constituição.

      Putin afirmou que os princípios fundamentais da Constituição não mudaram, mas que esta foi aprovada em uma época especial, inicialmente para garantir a paz civil.

      Tendo em vista a melhor situação econômica do país, Putin defendeu que a Constituição deve garantir os direitos sociais das pessoas, algo que não era possível quando ela foi aprovada.

      Além disso, algumas classes de trabalhadores também deverão receber aumentos salariais tendo em conta as mudanças constitucionais.

    • 07:48

      Abertura das fronteiras

      Perguntado se as fronteiras da Rússia serão reabertas em breve, Putin disse que, embora apoie o turismo interno, assim que as autoridades sanitárias autorizarem a abertura das fronteiras tendo em vista a pandemia de COVID-19, tal será feito.

      O presidente ressaltou as belezas da cidade russa de São Petersburgo e ressaltou seu potencial turístico, mas também apontou a necessidade de manter as fronteiras internacionais da Rússia fechadas enquanto a situação sanitária não melhorar.

      Vladimir Putin é de opinião que o governo tem realizado um trabalho eficiente na luta contra o novo coronavírus.

      Grande coletiva de imprensa do presidente da Rússia, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Pavel Bednyakov
    • 07:43

      Relações com a Ucrânia

      Putin criticou o governo ucraniano, afirmando que se, por um lado, os líderes deste país pedem o fim do conflito na região de Donbass, por outro dão ouvidos aos movimentos nacionalistas, o que leva à parada do processo de regularização política.

      O presidente afirmou que Moscou aumentará sua ajuda à região de Donbass, não só a nível humanitário, mas também em outras áreas, como, por exemplo, a infraestrutura.

      Putin também declarou que, cedo ou tarde, o conflito em Donbass chegará ao fim, resta saber quando.

    • 07:20

      Caso Navalny

      Perguntado sobre "quem envenenou [Aleksei] Navalny", Putin disse que o oposicionista russo é apoiado por agentes dos serviços de inteligência dos EUA.

      Além disso, Putin disse que o governo russo não possuía nenhuma necessidade de envenenar Navalny.

      Da mesma forma, o líder russo classificou as matérias sobre o suposto envenenamento de Navalny como "a legalização dos materiais dos serviços de inteligência americanos".

      O objetivo do caso Navalny também seria realizar um ataque contra as autoridades máximas da Rússia.

    • 07:14

      Hackers russos não ajudaram Trump a ser eleito

      Perguntado sobre alegada intervenção russa nas eleições americanas a favor de Donald Trump, Putin afirmou que tudo se tratou de uma provocação.

      Também perguntado se a Rússia oferecerá auxílio político a Donald Trump, como foi no caso de Edward Snowden, o presidente russo disse acreditar que Trump não deixará a política norte-americana. Já sobre o novo presidente eleito dos EUA, Putin disse que espera que Joe Biden resolva os problemas nas relações com a Rússia.

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Pavel Bednyakov
    • 06:57

      Situação já foi pior na Rússia

      Sobre a existência de um programa federal russo para combater os problemas socioeconômicos na Rússia, o líder recordou que, no início dos anos 2000, a pobreza afetava cerca de um terço da população russa, quadro que mudou para melhor ao longo dos anos.

      Além disso, o governo planeja reduzir o número de pessoas com renda abaixo do mínimo de subsistência para 6% até 2030.

      Tendo em conta o aumento do desemprego, que está agora em 6,3%, resultado da pandemia, a Rússia aumentou os subsídios à população afetada, em especial às famílias com filhos pequenos.

      Caso os efeitos da pandemia continuem afetando as famílias e se a situação não mudar, as famílias mais pobres receberão um valor equivalente ao mínimo de subsistência por cada criança a partir de janeiro de 2021.

    • 06:48

      Mundo não deve buscar culpados pela COVID-19

      Perguntado sobre as acusações dos EUA de o SARS-CoV-2 ser originário da China, Putin defendeu a união de esforços dos países para combater a pandemia. Ele também disse que não se deve buscar culpados, e que as barreiras que impedem o combate à pandemia, como as sanções, devem ser retiradas.

      Putin também disse que em nenhum outro país se vê a mesma disposição e abertura para cooperar internacionalmente no combate à COVID-19 como na Rússia.

      Grande coletiva do presidente da Rússia, Vladimir Putin, 17 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Grigory Sysoev
    • 06:38

      Putin tomará a vacina quando chegar sua vez

      Perguntado por uma jornalista sobre a vacinação na Rússia, o presidente disse que recomenda a todos seguir os conselhos dos especialistas.
      O presidente disse que a vacina é destinada a uma determinada faixa etária e que ainda não chegou a sua vez de ser vacinado, mas afirmou que o fará assim que chegar a sua vez. 

      A Rússia tem como objetivo realizar a vacinação a nível nacional como prioridade. Quanto à produção de vacinas, o número de doses produzidas aumentará com o tempo, de acordo com as condições técnicas.

    • 06:18

      Sistema de saúde russo demonstrou boa capacidade de adaptação ante a pandemia

      A segunda pergunta é sobre o sistema de saúde da Rússia. Putin afirma que ele se tem adaptado melhor às condições de pandemia do que outros países, embora nenhum sistema estivesse pronto a enfrentar o desafio da COVID-19.

      Assim, a produção de máscaras na Rússia cresceu em 20 vezes durante a pandemia. Neste momento a Rússia está no top 3 dos países em termos de testagem da COVID-19. 

      A Rússia foi o primeiro país a desenvolver e começar a fabricar uma vacina contra a COVID-19. "Uma boa vacina", diz o presidente russo.

    • 06:10

      A coletiva começa com a pergunta de uma jornalista do Extremo Oriente da Rússia, da cidade de Magadan

      Respondendo sobre o que achou deste ano, o presidente afirmou que o ano é como o clima, que "pode ser bom ou ruim".

      O presidente russo diz que o problema do novo coronavírus não tocou só a Rússia, mas todo o mundo. A Rússia porém enfrentou estes problemas talvez melhor do que alguns outros países. 

      A queda do PIB russo neste momento é de 3,6%, menos do que nos EUA e na Europa, disse o presidente Vladimir Putin durante a coletiva anual.

      Putin acrescenta que a Rússia continua com seu compromisso de pagar sua dívida pública, que caiu em US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões).

      Ainda segundo Putin, a economia russa agora depende menos do petróleo e gás natural. Hoje, 70% do orçamento russo é proveniente de fontes não ligadas ao petróleo e gás. A agricultura russa neste ano pode crescer em 2%.

    • 05:51

      Em breve começará a coletiva anual com o presidente da Rússia, Vladimir Putin

      Em 19 de dezembro de 2019, a última coletiva com o presidente russo durou quase quatro horas e meia.

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    Tags:
    Rússia, Vladimir Putin, coletiva de imprensa
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