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    COVID-19 no mundo no fim de novembro (67)
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    A Sputnik V fez uma sugestão nesta quinta-feira (26) para que a farmacêutica AstraZeneca passe a utilizar vetor adenoviral humano para aumentar a eficácia do imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford.

    O texto foi colocado pela própria Sputnik V nas redes sociais.

    O regime atual de dose total de AstraZeneca resultou em 62% de eficácia. Se eles fizerem um novo ensaio clínico, sugerimos tentar um regime de combinação da injeção AZ com o vetor adenoviral humano da #SputnikV para aumentar a eficácia. A combinação de vacinas pode ser importante para as revacinações.

    A declaração da SputnikV ocorre porque na segunda-feira (23) a AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram que seu imunizante tem de 62% a 90% de eficácia.

    A taxa mais alta foi alcançada quando os participantes receberam meia dose da vacina e, um mês depois, uma dose completa.

    Quando foram aplicadas duas doses completas, também com um mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62%.

    Vacina AstraZeneca
    © REUTERS / Dado Ruvic
    Vacina AstraZeneca

    As críticas à vacina da AstraZeneca ganharam força após o executivo responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento da AstraZeneca, Menelas Pangalos, dizer à agência de notícia Reuters que a empresa não tinha a intenção de aplicar metade da dose nos voluntários.

    Ou seja, segundo o pesquisador, a eficácia de 90% teria sido um acaso, após um erro de controle de aplicação das doses.

    Enquanto isso, a vacina russa Sputnik V demonstrou, em 24 de novembro, 95% de eficácia durante a terceira fase dos testes clínicos. A Sputnik V utiliza adenovírus humanos, que normalmente causam uma constipação comum, como transportadores para entregar um gene do pico do coronavírus às células humanas.

    Essa tecnologia tem sido amplamente utilizada por décadas e demonstrou ser segura em mais de dez milhões de pessoas vacinadas com vacinas adenovirais humanas.

    A Rússia registrou oficialmente, em 11 de agosto, a primeira vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em cooperação com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

    Vacina de Pfizer
    © REUTERS / Pfizer
    Vacina de Pfizer

    Em 18 de novembro, a Pfizer declarou que sua vacina é de 95% eficaz contra a COVID-19. Em 16 de novembro, a Moderna afirmou que sua vacina era 94,5% eficaz. Ambas as vacinas são baseadas em uma nova tecnologia de RNA mensageiro.

    Já a vacina EpiVacCorona, desenvolvida pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor, localizado em Novossibirsk, na Rússia, foi desenvolvida não a partir de material genético, mas de proteínas virais.

    A vacina concluiu com sucesso as fases 1 e 2 de testes e foi registrada na Rússia em 14 de outubro.

    Os testes da fase 3 foram iniciados na semana passada. Cerca de três mil voluntários receberão duas doses da vacina, incluindo 150 indivíduos maiores de 60 anos.

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    COVID-19 no mundo no fim de novembro (67)

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    Tags:
    COVID-19, Sputnik V, vacina, vacinação, Rússia, imunidade, imunização, Universidade de Oxford, novo coronavírus, pandemia
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