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    COVID-19 no mundo no fim de novembro (67)
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    A segunda análise intercalada de testes clínicos mostrou que a Sputnik V apresenta 91,4% de eficiência 28 dias após a primeira dose, e superior a 95% 21 dias após a segunda dose.

    O cálculo foi feito baseado na análise dos dados de 18.794 voluntários que receberam tanto a primeira como a segunda dose da Sputnik V, ou placebo no segundo ponto de controle (39 casos confirmados em 23 de novembro de 2020) de acordo com o protocolo de testes clínicos.

    Os dados preliminares dos voluntários obtidos 42 dias após a primeira dose (correspondente a 21 dias após a segunda dose) indicam uma eficiência da vacina acima de 95%.

    Os dados da pesquisa intermediária serão publicados pela equipe do Centro Nacional de Pesquisas de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em uma das principais revistas médicas internacionais revisadas por pares. Com a conclusão da terceira fase de testes da vacina, o centro também proverá acesso total ao reporte completo de testes clínicos.

    Atualmente, 40 mil voluntários estão participando da terceira fase do estudo clínico pós-registro randomizado, duplo-cego e controlado com placebo da vacina na Rússia.

    Preço

    Uma dose do imunizante terá um custo inferior a US$ 10 (cerca de R$ 54) no mercado internacional, enquanto na Rússia será gratuita, segundo anunciou o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

    "O custo da vacina russa Sputnik V para o mercado internacional a partir de fevereiro de 2021 será inferior a US$ 10 por dose, o que é menos de US$ 20 (aproximadamente R$ 108) por duas doses necessárias para a vacinação de uma pessoa. Sendo assim, a Sputnik V será cerca de duas vezes mais barata do que as vacinas estrangeiras baseadas nas tecnologias de mRNA com indicadores semelhantes de eficiência", informou o fundo.

    As primeiras remessas da vacina russa chegarão aos compradores já em janeiro de 2021.

    "As primeiras entregas internacionais da vacina russa Sputnik V aos compradores começarão em janeiro de 2021, com base das parcerias existentes com os produtores estrangeiros. Já os compradores que fizeram pedidos [da vacina] recentemente, poderão receber os primeiros lotes a partir de março de 2021."

    Os recentes testes também confirmaram a segurança do imunizante.

    "No decurso dos testes [até 24 de novembro de 2020] não foram detectados pelos especialistas eventos imprevistos ou indesejáveis. O estado dos voluntários continua sendo monitorizado", afirmou o RFPI.

    Vacina russo-brasileira

    Durante briefing realizado pelo RFPI hoje (24), o diretor-geral do fundo, Kirill Dmitriev, disse:

    "Essa vacina pode ser chamada de russo-indiana, porque é produzida na Índia, assim como russo-brasileira, porque será produzida no Brasil. O importante é que a Rússia compartilha seus conhecimentos com o mundo", disse Dmitriev.

    "Dessa forma a Sputnik tem a eficácia muito alta, e isso é sem dúvida uma notícia muito positiva, não só para a Rússia, mas para todo o mundo."

    Vacina em estado seco

    A Sputnik V também será fornecida em estado seco que pode ser conservada em temperatura positiva, entre os +2 °C e +8°C.

    "O RFPI e seus parceiros lançaram a produção da forma liofilizada (seca) da vacina que se conserva em temperaturas dos +2 °C até +8 °C. Tal regime permite a distribuição da vacina nos mercados internacionais, assim como ampliar sua utilização em regiões de difícil acesso, incluindo áreas com clima tropical", informou o fundo.

    Após a vacina Sputnik V ter sido a primeira de seu tipo a ser registrada no mundo, a Rússia recebeu pedidos de mais de 1,2 bilhão de doses, oriundos de mais de 50 países.

    É planejada a produção da vacina a nível mundial no Brasil, Índia, China, Coreia do Sul e outros países.

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    doença, pandemia, COVID-19, Rússia, novo coronavírus, Sputnik V, vacina
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