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    Coronavírus no mundo no fim de setembro (49)
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    Avifavir, medicamento contra o novo coronavírus, tem sido amplamente utilizado em clínicas russas desde junho, e desde então foi adquirido por hospitais em vários outros países.

    O Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), fundo soberano da Rússia que financiou o desenvolvimento da primeira vacina contra o coronavírus do mundo, e o grupo farmacêutico KhimRar, sediado em Moscou, concordaram em vender o medicamento antiviral Avifavir a 17 países, e Brasil é um deles.

    Avifavir é a primeira droga baseada em favipiravir do mundo a ser aprovada para o tratamento da COVID-19, que agora será entregue a Arábia Saudita, Brasil, Bulgária, Colômbia, Sérvia, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Kuwait, Panamá, Paraguai, Sérvia, Eslováquia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

    Após ser registrada na Rússia em 29 de maio de 2020, já foi utilizada para o tratamento da COVID-19 em mais de 70 regiões russas, e foi posteriormente adquirida pela Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Quirguistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

    A eficácia do favipiravir contra a COVID-19 foi confirmada pela empresa japonesa Fujifilm Holdings Corp vários meses após os ensaios de Avifavir na Rússia.

    Avifavir como principal droga russa contra COVID-19

    O RFPI observa que, em comparação com outros fabricantes russos de favipiravir, Avifavir provou ser mais eficaz no tratamento de mais de 400 pacientes, que pegaram COVID-19 desde abril. O medicamento foi agora aprovado pelos reguladores de Europa, Oriente Médio e Ásia, se tornando o principal medicamento russo contra coronavírus para exportação.

    Medicamento contra COVID-19 produzido na Rússia com base na substância experimental antiviral Favipiravir
    © Sputnik / Aleksei Maishev
    Medicamento contra COVID-19 produzido na Rússia com base na substância experimental antiviral Favipiravir

    Segundo o RFPI, é também uma opção muito mais barata em comparação com o Remdesivir, um medicamento baseado em favipiravir produzido nos EUA.

    "Quando registramos o primeiro medicamento contra coronavírus no mundo baseado em favipiravir, havia muito ceticismo, pois as pessoas estavam se perguntando como poderíamos registrá-lo quando o Japão ainda não o havia registrado", afirmou Kirill Dmitriev, diretor-geral do RFPI.

    "Agora, cinco meses após nossos ensaios clínicos, vemos que o Japão confirmou a eficácia clínica do favipiravir."

    O diretor-geral do RFPI salienta que, além dos ensaios clínicos que foram realizados em 35 centros médicos na Rússia, a eficácia de Avifavir também foi testada por 940 pacientes em estudos observacionais pós-registro, o que o tornou "o maior ensaio clínico de um medicamento baseado em favipiravir contra o coronavírus no mundo".

    "Com base em nossos extensos ensaios clínicos e nas pesquisas no Japão confirmando a eficácia do favipiravir contra o coronavírus, acreditamos que Avifavir e outros produtos baseados em favipiravir serão os principais medicamentos antivirais contra a COVID-19 no mundo", acrescenta Dmitriev. "Além de eficácia e segurança comprovadas, Avifavir também é três a quatro vezes mais barato que o Remdesivir."

    Testes confirmam eficácia de Avifavir

    Segundo resultados dos ensaios clínicos pós-registro, os pacientes que tomaram Avifavir se recuperaram mais rapidamente dos sintomas da COVID-19, já que em 30% dos casos o vírus foi eliminado em um estágio inicial, ao mesmo tempo que o nível de saturação de oxigênio no sangue do paciente também foi restaurado com o dobro de rapidez do que durante a aplicação da terapia tradicional e não foram relatados efeitos adversos do uso do medicamento.

    Enquanto isso, a terceira fase de testes clínicos do medicamento japonês Avigan, baseado em favipiravir, também mostrou um tempo de recuperação mais curto entre os pacientes com pneumonia branda, de acordo com os resultados publicados na quarta-feira (23).

    O RFPI também esteve envolvido no desenvolvimento da primeira vacina contra coronavírus do mundo, chamada Sputnik V, que foi registrada na Rússia em 11 de agosto. O país recebeu agora um pedido de um bilhão de doses da vacina de pelo menos 20 países, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Indonésia, Filipinas, México, Brasil e Índia.

    Tema:
    Coronavírus no mundo no fim de setembro (49)

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    Tags:
    Moscou, Ásia, União Europeia, Oriente Médio, Europa, EUA, Kirill Dmitriev, Japão, Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), COVID-19, Sputnik V, Rússia
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