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    Coronavírus no mundo no início de setembro (48)
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    Nesta sexta-feira (4), foi realizada uma coletiva de imprensa com informações sobre a vacina russa Sputnik V, cujos resultados de testes clínicos foram publicados mais cedo na revista científica The Lancet.

    Participaram da coletiva o diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), Kirill Dmitriev, o diretor-executivo do Instituto Gamaleya, Aleksandr Gintsburg, e o vice-diretor do Instituto Gamaleya, Denis Logunov.

    Mais cedo nesta sexta-feira (4), uma das principais revistas científicas do mundo, The Lancet, publicou os aguardados resultados das primeiras duas fases de testes da primeira vacina russa contra a COVID-19. O artigo assinado pelos cientistas do Centro Gamaleya aponta a segurança da vacina.

    Ao longo da coletiva, os representantes comentaram a publicação e comemoraram o fato de que a imunidade entre os voluntários dos testes foi total, afirmando ainda que novos artigos como esse mostrando os resultados clínicos da vacina serão publicados nos próximos meses. Os primeiros resultados da terceira fase de testes, com 40 mil voluntários, serão publicados entre outubro e novembro.

    Kirill Dmitriev destacou durante a coletiva o interesse de diversos países da América Latina sobre a Sputnik V, apontando que também houve ceticismo desses e de outros países, mas que a publicação na The Lancet diminuiria esse problema.

    "A publicação na The Lancet demonstrou a abertura e prontidão da Rússia a um diálogo bem como virou uma resposta aos céticos que criticavam a vacina irracionalmente", disse, acrescentando que a publicação "demonstra o reconhecimento dos cientistas russos por parte da comunidade científica". 
    Diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, durante encontro entre investidores e o presidente Vladimir Putin, em 11 de março de 2020
    © Sputnik / Mikhail Klementiev
    Diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, durante encontro entre investidores e o presidente Vladimir Putin, em 11 de março de 2020

    Dmitriev também citou que os resultados publicados da Sputnik V mostram maior eficácia que os equivalentes da vacina da AstraZeneca e que países que criticaram a vacina russa anteriormente agora também estão aprovando seus potenciais imunizantes de forma acelerada.

    "Neste momento estamos em situação de alteração da abordagem do processo de registro de vacinas no mundo – após o mecanismo acelerado de registro na Rússia este caminho foi seguido pelos EUA, Reino Unido, China e outros países", afirmou o diretor-geral do RFPI.

    Dmitriev destacou ainda a importância de um medicamento como a Sputnik V em um momento de emergência mundial como a pandemia do novo coronavírus.

    "Na época da pandemia é extremamente importante usar uma plataforma de vacina com segurança provada como a da Sputnik V para não deixar o mundo sem um medicamento eficiente de prevenção contra o coronavírus e, ao mesmo tempo não arriscar as vidas das pessoas usando tecnologias experimentais não provadas", disse.

    Perguntado sobre a possível exportação da vacina, Kirill Dmitriev afirmou que a prioridade no momento é suprir as necessidades domésticas, mas que acredita que em novembro as exportações possam começar.

    No dia 11 de agosto, a vacina Sputnik V recebeu a Certidão de Registro no Ministério da Saúde da Rússia e tornou-se a primeira vacina contra o novo coronavírus a ser registrada no mundo.

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    Coronavírus no mundo no início de setembro (48)

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    Tags:
    América Latina, Rússia, COVID-19, Sputnik V
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