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    Brasil na pandemia do coronavírus em meados de agosto (62)
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    Testes clínicos da vacina russa contra COVID-19 serão feitos em breve nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e nas Filipinas, enquanto Cuba deverá começar a produzir o medicamento em novembro.

    Ao todo, a Rússia já fechou acordo da produção da vacina Sputnik V com pelo menos cinco países, o que capacitará a fabricação de 500 milhões de doses em um ano.

    Enquanto isso, o Ministério da Saúde da Rússia registrou nesta terça-feira (11) a primeira vacina no mundo de profilaxia contra a doença.

    A vacina, chamada Sputnik V, foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em conjunto com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

    A produção da vacina se dará tanto no Centro Gamaleya quanto na fábrica Binnofarm.

    "Nós investimos quatro bilhões de rublos [cerca de R$ 300 milhões] na produção da vacina na Rússia", declarou à Sputnik Kirill Dmitriev, diretor-geral do RFPI.

    Ainda segundo Dmitriev, a terceira fase de testes clínicos da vacina russa também será realizada no exterior.

    "Nós já alcançamos acordo para a condução dos testes correspondentes da vacina do Centro Gamaleya com parceiros dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e de outros países", acrescentou.

    Contudo, segundo Dmitriev, no atual momento, os países da América Latina, Oriente Médio e Ásia são os que mais apresentam interesse na vacina, sendo que com tais países já foram fechados diversos contratos da venda da Sputnik V.

    "Em particular, no Brasil a produção da vacina nas capacidades atuais pode ser lançada já em novembro. Obviamente que será necessária autorização prévia do [órgão] regulador", afirmou Dmitriev.

    Somados, mais de 20 países já fizeram pedidos para a produção de um bilhão de doses.

    Produção em Cuba

    Ainda na América Latina, Cuba deverá se tornar o primeiro país a iniciar a produção da Sputnik V já em novembro.

    "Nós estamos discutindo o início da produção da vacina com algumas empresas cubanas. Acreditamos que Cuba pode se tornar um dos centros-chave da produção da vacina", acrescentou o diretor-geral do fundo russo.

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    Rússia, doença, COVID-19, pandemia, novo coronavírus, vacina
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