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    Mundo lidando com COVID-19 no início de abril de 2020 (153)
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    Em pronunciamento, presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou pagamento extra para agentes de saúde durante a batalha contra a COVID-19 e afirmou: "Temos reservas suficientes para combater o coronavírus."

    Nesta quarta-feira (8), durante videoconferência com governadores, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou sobre o combate ao coronavírus no país.

    O presidente anunciou que a Rússia irá pagar um salário adicional a agentes de saúde trabalhando na linha de frente da batalha contra a COVID-19.

    "Decidimos fazer pagamento adicional a médicos, enfermeiros e agentes de saúde, por estarem trabalhando em condições especiais e com carga redobrada", disse o presidente.

    Os pagamentos adicionais serão repassados aos agentes de saúde a partir de abril e devem durar pelo menos três meses.

    O presidente russo informou que, de acordo com a experiência de outros países, os "momentos mais difíceis são as primeiras quatro a cinco semanas após o início da epidemia".

    "Isso significa que o desenvolvimento da nossa situação vai ser determinado nas próximas duas a três semanas. Nesse período, precisamos da extrema concentração de todos nossos recursos e do cumprimento mais escrupuloso das recomendações dos médicos", disse Putin.

    Em 2 de abril, o presidente russo decretou uma licença remunerada em toda a Rússia até o dia 30 de abril. O presidente disse entender ser difícil ficar em casa 24 horas por dia, mas que não havia alternativa neste momento.

    "Eu entendo que as pessoas já estão ficando cansadas, que existe pressão financeira séria [...] o rompimento de seu ritmo de vida normal. Para a maioria, ficar encerrado entre quatro paredes pode ser triste e deprimente. Mas agora não temos escolha", disse.

    Maca fechada para transporte de infectados
    © Sputnik / Yevgeny Kozyrev
    Maca fechada para transporte de infectados

    O presidente pediu para que os russos cumpram as regras de isolamento social, uma vez que a disciplina agora irá definir o grau de sucesso da Rússia na luta contra a COVID-19.

    "Agora temos que estar prontos para lutar pela vida de cada pessoa, em cada uma das regiões", disse Putin.

    O presidente russo lembrou que o país já superou muitas adversidades, e afirmou que a Rússia tem reservas substanciais para enfrentar a crise do coronavírus.

    "Nós vamos trabalhar de forma decidida, ritmada e profissional. Ressalto que nós temos tudo para isso: uma situação macroeconômica consolidada, uma dívida pública mínima, um bom 'colchão de segurança' na forma de reservas acumuladas nos últimos anos. Temos recursos para resolver os problemas em qualquer um dos cenários possíveis. Por fim, temos experiência em superação de crises", declarou o presidente.

    Para ele, caso as condições permitam, a produção na Rússia irá gradualmente ser retomada. O governo deve fornecer ajuda a empresas em dificuldade. Mas o presidente alertou que as empresas que mantenham sua força de trabalho serão priorizadas.

    "Tenho certeza de que as empresas, pensando no futuro, vão concentrar todos os seus esforços para manter suas equipes, e é esse tipo de abordagem responsável e madura que vamos apoiar", declarou Putin.

    Putin informou que as dívidas das pequenas e médias empresas devem ser reestruturadas e parceladas.

    Moças com máscaras andando pela Praça Vermelha, Moscou
    © Sputnik / Aleksei Filippov
    Moças com máscaras andando pela Praça Vermelha, Moscou

    "Não quero que cheguemos em uma situação na qual daqui há seis meses as empresas precisem pagar de uma vez todas as dívidas acumuladas. Essa é a maior preocupação da comunidade empresarial", notou o presidente.

    "Por isso, [as dívidas] poderão ser divididas mensalmente, em parcelas iguais, por pelo menos um ano depois de expirado seu prazo" , disse Putin.

    O presidente russo ainda informou que o gabinete de ministros irá apresentar medidas adicionais de apoio econômico nos próximos cinco dias.

    A Rússia confirmou 6.872 casos de COVID-19, sendo 1.175 registrados somente nas últimas 24 horas, e 63 vítimas fatais. O governo informou ter realizado 910 mil testes para a detecção da doença a nível nacional.

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    COVID-19, novo coronavírus, Vladimir Putin, Rússia
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