19:38 09 Agosto 2020
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    O chefe de política externa da Rússia culpou nesta sexta-feira os EUA e suas políticas "agressivas" como culpadas pelas crescentes tensões globais, e observou que Washington reluta em estender o pacto chave sobre armas nucleares.

    Sergei Lavrov, que atua como ministro interino das Relações Exteriores após a renúncia do gabinete russo na quarta-feira, disse que nenhum resultado imediato foi alcançado após a reunião desta semana entre diplomatas dos EUA e da Rússia sobre estabilidade estratégica, mas pediu que "o diálogo continue".

    As relações entre a Rússia e os Estados Unidos entraram em colapso desde que a Crimeia se reunificou com a Rússia após um referendo, em 2014, para ira da Ucrânia.

    Em uma entrevista coletiva anual, Lavrov declarou que os Estados Unidos obstruíram a tentativa da Rússia de estender o tratado de armas nucleares New START, que expira em 2021.

    Complexo de míssil balístico nuclear intercontinental Topol
    © Sputnik / Aleksandr Kryazhev
    Complexo de míssil balístico nuclear intercontinental Topol

    O acordo é o mais recente em vigor para o controle de armas entre os Estados Unidos e a Rússia. O diplomata argumentou que seu desaparecimento derrubará a última barreira que contém uma corrida armamentista.

    "Vamos agir vigorosamente para evitar privar o mundo dos acordos que controlam e limitam as armas nucleares", disse Lavrov. "Apoiamos a extensão do New START sem pré-condições. Espero que os americanos nos ouçam, mas não recebemos sinais consistentes deles", acrescentou.

    O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, pressionou a China a se juntar à redução de armas nucleares, mas Lavrov descreveu a ideia como irreal. Ele mencionou a recusa de Pequim em reduzir seu arsenal nuclear, que é muito menor do que o dos Estados Unidos ou da Rússia.

    Lavrov enfatizou que a pressão dos Estados Unidos sobre a Rússia para motivar a China a mudar de ideia não faz sentido.

    "Respeitamos a posição chinesa e não queremos convencer a China a mudar isso".

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    Tags:
    diplomacia, Tratado Start, Crimeia, relações bilaterais, armas nucleares, corrida armamentista, Guerra Fria, Mike Pompeo, Donald Trump, Sergei Lavrov, Estados Unidos, China, Rússia
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