06:04 22 Outubro 2020
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    Os mísseis balísticos intercontinentais R-36M, apelidados pela OTAN de "Satã", serão substituídos pelos mísseis de quinta geração Sarmat. As Forças Estratégicas de Mísseis da Rússia anunciaram estar prontas para realizar nova rodada testes com novo complexo.

    Há 45 anos atrás foi lançado o primeiro bloco de mísseis balísticos intercontinentais russos R-36M, ou "Satã", conforme a classificação da OTAN. Com alcance de até 15 mil quilômetros, os mísseis integravam o complexo estratégico mais potente da categoria.

    No final da década de oitenta, as Forças Estratégicas de Mísseis da então União Soviética lançaram uma versão modernizada dos mísseis "Satã", que se tornaram peças centrais no xadrez estratégico da Guerra Fria.

    Em entrevista à RT, o doutor em ciências militares Vyacheslav Kruglov, major-general aposentado das Forças Estratégicas de Mísseis da Rússia, disse que a União Soviética desenvolveu o míssil em resposta ao avanço nos sistemas de defesa antimísseis norte-americanos.

    "Os soviéticos concluíram que as Forças Estratégicas de Mísseis precisavam de novos mísseis balísticos intercontinentais de propulsão líquida, capazes de atingir alvos no território do inimigo. Então, apostaram no aumento da quantidade de ogivas e criação de alvos falsos para os sistemas de defesa antimísseis", contou.

    Atualmente, a Rússia se prepara para substituir os lendários mísseis pelo RS-28 Sarmat. Fabricado na região de Chelyabinsk, o míssil terá componentes 100% nacionais.

    Os novos mísseis deverão ser superiores em quesitos como potência, precisão e alcance. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os mísseis serão capazes de carregar até 20 ogivas e de serem acoplados ao complexo hipersônico Avangard.

    De acordo com o fundador do portal Military Russia, Dmitry Kornev, os novos mísseis serão "armas extremamente ameaçadoras", sendo também bastante caras:

    "Os 'Satã' e os Sarmat talvez tenham apenas um lado negativo - a produção e operação de mísseis balísticos intercontinentais de propulsão líquida é um luxo bastante caro. No entanto, esses custos são totalmente justificados por considerações de segurança nacional", concluiu o especialista.

    Segundo ele, os mísseis serão capazes de atingir alvos estrategicamente importantes do inimigo, mesmo em caso de forte desvio ou interceptação de parte das ogivas.

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    Tags:
    RS-28 Sarmat, Sarmat, Satã, mísseis balísticos intercontinentais
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