08:40 25 Outubro 2020
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    As declarações foram feitas durante o discurso do presidente russo no Conselho do Ministério da Defesa do país nesta terça-feira (24).

    Sobre a qualidade das armas russas, Putin afirmou que o país deve "ser o melhor", dizendo que "não se trata de um jogo de xadrez", no qual podemos nos "contentar com um empate".

    "Como eu disse reiteradamente aos representantes do nosso setor industrial: têm que ser sempre melhores. Se queremos vencer, nossos equipamentos têm que ser melhores do que os análogos estrangeiros. Isto aqui não é xadrez, no qual podemos contentar-nos por vezes com um empate", disse Putin.

    No entanto, o presidente declarou que a Rússia está pronta para negociar novos acordos internacionais de controle de armamentos, mas que na sua ausência continuará a desenvolver suas forças nucleares.

    "Estamos prontos para negociar acordos na área de controle de armamentos. Mas, enquanto as negociações não são lançadas, continuaremos a fortalecer as nossas próprias forças nucleares", disse Putin.

    O presidente notou que isso se refere ao rearmamento da Força Estratégica de Mísseis russa com sistemas como o Avangard e o Yars e das forças navais nucleares com submarinos da classe Borei-A.

    "E, sem dúvidas, iremos avançar segundo os nossos cronogramas no desenvolvimento de novos sistemas, capazes de garantir a dissuasão de qualquer agressão contra a Rússia e seus aliados", reiterou.

    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante reunião especial do Conselho de Defesa da Rússia, em 24 de dezembro de 2019
    © Sputnik / Yevgeny Biyatov
    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante reunião especial do Conselho de Defesa da Rússia, em 24 de dezembro de 2019
    Vladimir Putin também comentou a situação na Síria, declarando que a presença russa em Tartus garante a paz e estabilidade regionais.

    "As Forças Armadas russas continuam a desempenhar um papel central para atingir a paz na Síria. O grupo da Força Aeroespacial, os navios e submarinos da Marinha russa, inclusive os estacionados na base aérea de Hmeymim e na base naval de Tartus, são garantes da paz e estabilidade naquele país", disse.

    O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, por sua vez, comentou o desenvolvimento de mísseis de curto e médio alcance pelos EUA.

    Para ele, os recentes testes de mísseis conduzidos pelo Pentágono provam que os Estados Unidos desenvolviam mísseis proibidos pelo Tratado de proibição de mísseis de médio alcance, mesmo enquanto o instrumento estava em vigor.

    Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, discursa em 24 de dezembro de 2019
    © Sputnik / Yevgeny Biyatov
    Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, discursa em 24 de dezembro de 2019

    O ministro também notou que no ano de 2019 a Rússia foi o nono país com maior gasto de defesa no mundo. A queda de uma posição no ranking mundial se deu em função do aumento dos gastos dos outros países, disse o ministro.

    "O orçamento militar dos EUA em 2020 irá atingir, pela primeira vez, a cifra de US$ 170 bilhões [cerca de R$649 bilhões]. Isso é mais do que todos os outros países do mundo gastam juntos e 16 vezes mais do que os [gastos militares] da Rússia", disse Shoigu.

    O evento reuniu membros do Conselho de Segurança da Rússia, lideranças parlamentares, comandantes dos distritos militares e de todas as principais unidades militares russas para discutir os principais avanços das Forças Armadas do país no ano de 2019. 

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