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    Os países ocidentais tentaram usar a ajuda humanitária para minar a soberania da Síria, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia nesta segunda-feira (23).

    A declaração veio em seguida a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU patrocinada pela Rússia sobre o fornecimento de ajuda à Síria.

    Na sexta-feira (20), Rússia e China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança apresentada pela chamada "troika humanitária" - Alemanha, Bélgica e Kuwait - que estenderia por um ano as entregas de ajuda humanitária à Síria através de três pontos de controle. No entanto, a resolução da Rússia, que estenderia o fornecimento de ajuda por apenas seis meses e reduziria o número de pontos de passagem da ONU para dois, não conseguiu obter os nove votos necessários para ser aprovada.

    "Os parceiros ocidentais, guiados, como está claro agora, por considerações puramente políticas, e não as necessidades da população civil síria, se opuseram ao nosso projeto. Obviamente, o mecanismo transfronteiriço era importante para eles como um instrumento de subversão da soberania e da integridade territorial da República Árabe da Síria, não ajudando os necessitados", afirmou o Ministério através de comunicado.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia argumentou que não se opõe às entregas de ajuda, mas que o mecanismo de entrega deveria ser ajustado para levar em conta os desenvolvimentos ocorridos na Síria desde 2014, como a restauração do controle do governo sírio sobre a maior parte do país. Essas mudanças foram levadas em conta no projeto de resolução apresentado pela Rússia.

    Moscou também lembrou que Damasco pediu à ONU que cessassem as operações humanitárias transfronteiriças e que o não cumprimento desses desejos seria uma violação do direito internacional, que estabelece que as entregas humanitárias devem ser autorizadas pelo país receptor.

    O transporte transfronteiriço de ajuda humanitária para a Síria foi autorizado em 2014 pela Resolução 2165 do Conselho de Segurança da ONU, que permite que os órgãos humanitários da organização e seus parceiros usem rotas através das passagens de fronteira de Bab al-Salam, Bab al-Hawa, Al-Yarubiyah e Al-Ramtha, além das que já estão em uso. O mecanismo já foi estendido várias vezes e deve expirar em 10 de janeiro.

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    Tags:
    Conselho de Segurança da ONU, ONU, Kuwait, Bélgica, Alemanha, China, Síria, Rússia
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