19:43 09 Dezembro 2019
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    Presidente russo, Vladimir Putin, chega em reunião do Conselho de Estado, no Kremlin, em Moscou (foto de arquivo)

    Aproximação da OTAN às fronteiras da Rússia é ameaça para segurança do país, diz Vladimir Putin

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    O presidente russo disse que a mobilização de forças da OTAN perto das fronteiras da Rússia é uma ameaça para o país, que tem tentado constantemente cooperar com a aliança.

    "Antes de iniciarmos o nosso trabalho, gostaria de notar que nestes mesmos dias, de 3 a 4 de dezembro, em Londres está sendo realizada a Cúpula da OTAN, dedicada ao 70º aniversário da aliança", disse Putin na reunião sobre o desenvolvimento da Marinha russa. O presidente lembrou que a aliança militar foi criada para se opor à URSS.

    "Agora, como sabemos, já não existe União Soviética, não existe o Pacto de Varsóvia [...] mas a OTAN não só existe, mas também está se desenvolvendo. Na época de sua criação a aliança incluía 12 países, agora tem 29, e o total de gastos militares da aliança representa mais de 70% dos gastos mundiais", disse ele.

    Putin observou que a OTAN deve superar sua mentalidade estereotipada do passado, que já não é eficaz para o processo de tomada de decisão da aliança:

    "Temos que assumir que, atualmente, a expansão da OTAN e o desenvolvimento de sua infraestrutura militar perto das fronteiras da Rússia é uma das potenciais ameaças à segurança do nosso país", disse o líder russo.

    Tentativas de cooperação

    Putin salientou que o lado russo tem repetidamente manifestado sua disponibilidade para "combater em conjunto as ameaças reais, incluindo o terrorismo internacional, os conflitos armados localizados e o perigo de proliferação descontrolada de armas de destruição em massa".

    "Temos repetidamente dado passos em direção à aliança, tentamos propor uma agenda construtiva e vários eventos conjuntos foram realizados”, disse.

    O líder russo notou que a cooperação entre Rússia e OTAN foi prejudicada pelos acontecimentos de 2008, quando eclodiu o conflito na Geórgia:

    “No entanto, depois de 2008 a nossa cooperação foi praticamente terminada, porque a aliança estava atuando de forma incorreta em relação à Rússia [...] sem qualquer consideração aos [nossos] interesses", disse Putin.  

    O presidente também afirmou que a Rússia segue atenta à modernização e reequipamento técnico das suas Forças Armadas.

    Soldados russos durante parada militar, na Praça Vermelha, no dia 7 de novembro. Vladimir Putin garantiu que a Rússia seguirá atenta à modernização de suas forças armadas
    © Sputnik / Alexander Zemlianichenko
    Soldados russos durante parada militar, na Praça Vermelha, no dia 7 de novembro. Vladimir Putin garantiu que a Rússia seguirá atenta à modernização de suas forças armadas

    O Conselho Rússia-OTAN foi instituído em 2002, para discutir a expansão da aliança rumo à Europa oriental, mas teve suas atividades prejudicadas após a eclosão do conflito georgiano, em julho de 2008, e interrompidas em 2014, em função da questão ucraniana.  

    Apesar das divergências, o conselho Rússia e OTAN se reúne periodicamente para discutir assuntos de interesse mútuo. A reunião mais recente tratou do acordo de redução de mísseis de curto e longo alcance, o Tratado INF, em 5 de julho de 2019, em Bruxelas.

    Presidente e primeira-dama dos EUA embarcam no avião presidencial com rumo à Conferência de Líderes da OTAN, em 2 de dezembro de 2019
    © REUTERS / Evan Vucci
    Presidente e primeira-dama dos EUA embarcam no avião presidencial com rumo à Conferência de Líderes da OTAN, em 2 de dezembro de 2019

    Entre os dias 3 e 4 de dezembro, os líderes da OTAN estarão reunidos em Londres. Nesta terça-feira, (03), os líderes serão recebidos no Palácio de Buckingham pela rainha Elisabeth II. Na quarta-feira (04), reuniões de trabalho devem discutir temas como a China, a segurança cibernética e a presença da OTAN no espaço.

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    conferência, Vladimir Putin, Conselho Rússia-OTAN, Rússia, OTAN
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