17:33 28 Fevereiro 2021
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    O repórter Ivan Golunov será libertado e as acusações sobre ele serão retiradas, conforme afirmou nesta terça-feira (11) o ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev.

    As notícias sobre a prisão de Golunov se espalharam da manhã na sexta-feira (7). De acordo com a polícia de Moscou, ele foi detido com uma substância em pó no centro de Moscou no dia anterior. Outras drogas foram aprendidas em seu apartamento, mas seu colegas questionam a credibilidade das evidências.

    Os promotores decidiram retirar as acusações pois não foi possível provar a conexão do jornalista com crime, disse o ministro. Os policiais que detiveram o jornalista na semana passada foram suspenso e um inquérito foi aberto em relação às ações dos agentes.

    Golunov, que foi posto em prisão domiciliar, tem 36 anos e atua como jornalista contra a corrupção. Ele foi preso sob acusação de tráfico de drogas e poderia ser condenado a até 20 anos de prisão se fosse condenado.

    A polícia disse que econtrou cocaína, mefedroma e balanças com o jornalista, que negar as acusações.

    As drogas encontradas teriam o DNA de diversas pessoas, segundo o ministro do Interior.

    O caso de Golunov chamou a atenção da mídia dentro da Rússia e diversos repórteres do setor privado e estatal expressaram solidadariedade com o jornalista investigativo.

    Na segunda-feira (10), três grandes jornais russos - Kommersant, RBK e Vedomosti - publicaram uma primeira capa conjunta dizendo "Eu sou/Nós somos Ivan Golunov", levantando duvidas sobre a credibilidade das acusações contra o jornalista e exigindo transparência dos investigadores.

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