16:21 20 Novembro 2018
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    Lançamento do míssil balístico do complexo Iskander-M a partir do polígono de Kapustin Yar, na região russa de Arkhangelsk

    Rússia seguirá sua doutrina nuclear, mas destruirá qualquer agressor, diz Kremlin

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    Porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, explicou a declaração de Vladimir Putin sobre ataque nuclear pronunciada no clube de discussão Valdai em Sochi na semana passada.

    Na ocasião o líder russo declarou que a Rússia poderá usar suas armas nucleares só em caso de um ataque de resposta. Ele disse: "O agressor deve saber que a retribuição é inevitável, que será destruído. E nós, vítimas da agressão, iremos ao paraíso como mártires, enquanto eles simplesmente vão morrer, pois nem terão tempo para se arrependerem."

    Segundo o porta-voz de Vladimir Putin, "o discurso não era sobre o paraíso ou sobre quem iria para lá, mas sim sobre, e isso é o importante, que a nível de doutrina a Rússia não se reserva o direito de um ataque preventivo, ou seja, nós não efetuaremos o primeiro ataque. Nós não nos atribuímos o direito de atacar primeiro".

    Peskov detalhou em que caso de Moscou se poder decidir pelo ataque nuclear: "Na nossa doutrina está escrito que se, no primeiro caso, o país for atacado com armas nucleares ou, no segundo caso, nosso país for atacado de modo que a existência do nosso Estado seja ameaçada, a Rússia se sentirá no direito de utilizar armas nucleares."

    Ele acrescentou que Vladimir Putin disse que a Rússia não vai atacar ninguém primeira.

    Vladimir Putin havia comentado, durante o debate realizado pelo Clube Valdai, os conceitos da doutrina nuclear da Rússia. Segundo o presidente russo, a utilização de armamentos nucleares significaria uma catástrofe mundial e Moscou não iria iniciar esse processo, por não considerar a possibilidade de um ataque preventivo.

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    Tags:
    presidente russo, ataque nuclear, armas nucleares, acordo nuclear, Moscou, Rússia
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