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    Cruzador de mísseis russo Moskva em patrulha no Mar Mediterrâneo, ao largo da costa da Síria, em 17 de dezembro de 2015

    Rússia aumenta presença no Mediterrâneo, diz OTAN

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    A marinha russa está aumentando sua presença no Mar Mediterrâneo em face das crescentes tensões relacionadas à guerra na Síria, segundo divulgou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nesta quarta-feira (29).

    A Federação da Rússia forneceu apoio militar considerado fundamental para as forças do governo sírio, que deverão intensificar a ofensiva na província de Idlib, no norte, a última grande fortaleza rebelde do país.

    "Não vamos especular sobre a intenção da frota russa, mas é importante que todos os atores da região se abstenham de piorar a já desastrosa situação humanitária na Síria", disse a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu, nesta quarta-feira (29). Vários navios russos estão equipados com mísseis de cruzeiro, acrescentou, conforme citado pela agência Associated Press (AP).

    A agência informa que pelo menos oito navios, incluindo um navio de mísseis e dois submarinos de mísseis, se juntaram à frota russa nas últimas três semanas, ao que a imprensa local afirma que há cerca de 15 navios da Marinha russa no Mediterrâneo.

    Moscou reiterou que os rebeldes sírios estão se preparando para um ataque com armas químicas em Idlib como uma provocação para o Ocidente atacar as forças sírias.

    O jornal russo Moskovsky Komsomolets publicou que o aumento naval estava relacionado a essa ideia. "Os Estados Unidos e seus aliados forçaram a Rússia a enviar um poderoso grupo naval para o Mediterrâneo", escreveu a publicação ainda na terça-feira (28).

    Segundo os países ocidentais as forças do governo sírio realizaram ataques químicos durante a guerra civil no país. Os Estados Unidos prometeram contra-atacar se as forças sírias usarem armas químicas em Idlib.

    No início deste ano, os EUA lideraram um ataque contra Damasco, ao lado do Reino Unido e da França, contra supostos ataques químicos realizados no país. A maior parte dos mísseis lançados contra o território sírio foram neutralizados pelos sistemas de defesa antiaérea.

    Tanto a Síria quanto a Rússia negam que as forças do governo tenham usado armas químicas.

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    Tags:
    Marinha, Guerra da Síria, AP, Moskovsky Komsomolets, Oana Lungescu, Idlib, Mar Mediterrâneo, Damasco, França, Reino Unido, Estados Unidos, Síria, Rússia
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