03:31 23 Abril 2021
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    Cientistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) usaram o método de encefalografia magnética para estudar como o cérebro controla a sua própria excitação, detectando na atividade cerebral humana indicadores que testemunham o nível deste controle.

    Os resultados desta pesquisa são únicos, pois os dados obtidos podem ser usados para realizar diagnósticos não-invasivos desta função importante do cérebro, que pode sofrer danos com várias doenças neuro-psíquicas e epilépsia. Os resultados da pesquisa foram publicados na prestigiosa revista Nature Scientific Reports.

    Encefalografia magnética é uma tecnologia inovadora que visualiza a atividade cerebral com alta resolução temporal e espacial. Ela permite registrar, sem contato, um campo magnético fraco, produzido por fontes de corrente elétrica neuronais. O método, que consiste da medição de campos magnéticos fracos gerados pela atividade síncrona de amplos grupos de neurônios, usa sensores supercondutores conhecidos pela sigla SQUID.

    Grupo de pesquisa da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM)
    © Foto / UEPPM
    Grupo de pesquisa da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM)
    A encefalografia magnética permitiu à equipe da UEPPM ver como o cérebro controla a sua própria excitação. Um papel importante nesse processo é desempehado por um tipo especial de neurônios inibitórios, que equilibram a excitação crescente nas redes neuronais do cérebro e participam da geração de atividade gama de altas frequências.
    Os pesquisadores apresentavam aos voluntários certos estímulos visuais e aumentavam a sua velocidade — o que aumentava, por seu turno, a intensidade do fluxo visual — registrando a atividade gama cerebral de altas frequências.

    As experiências demonstraram que o aumento do fluxo excitador externo primeiro aumenta a atividade gama, mas depois de atingir um nível crítico, fá-la diminuir.
    Tal dependência não-linear da força de resposta do cérebro da intensidade do fluxo externo reflete a capacidade de neurônios inibitórios de suprimir a excitação crescente na rede neuronal.

    Grupo de pesquisa da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM)
    © Foto / UEPPM
    Grupo de pesquisa da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM)

    "Pesquisamos os indicadores de atividade cerebral de um amplo grupo de crianças e adultos sãos e descobrimos que, apesar de alterações significantes de frequência e de força da atividade gama com a idade, a sua supressão reltiva com altas velocidades do fluxo ficava na mesma escala durante toda a vida humana", conta a pesquisadora-chefe do Centro de Estudos Neuro-Cognitivos Elena Orekhova.

    A persistência deste indicador em pessoas sãs faz possível o seu uso para diagnóstico de controle da excitação em pessoas que sofrem de doenças neuro-psíquicas ou de epilépsia.

    Na prática, este método não-invasivo e seguro poderá ser usado para realizar diagnósticos da regulação da excitação no cérebro de crianças e adultos com patologias do desenvolvimento psíquico e também para um monitoramento objetivo dos efeitos de novos remédios psíquicos.

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