06:48 18 Junho 2018
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    Usina nuclear flutuante russa Akademik Lomonosov

    Usina nuclear flutuante russa chega a Murmansk para cumprir sua missão final (VÍDEO)

    © Sputnik / Alexander Galperin
    Rússia
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    O navio Akademik Lomonosov, equipado com dois reatores nucleares, ancorou na cidade de Murmansk para abastecimento e logo seguirá para o seu destino, a Chukotka, no Extremo Oriente da Rússia.

    O navio, na realidade, é uma usina nuclear flutuante. Esta será posta em funcionamento pela primeira vez precisamente em Murmansk.

    "No entanto, ainda não atingimos o ponto final do lançamento do projeto, mas estamos na reta final […] Vamos acionar a usina nuclear flutuante, única no mundo, aqui em Murmansk", anunciou Aleksey Likhachev, chefe da Rosatom, durante a cerimônia de recepção.

    Ele lembrou que o transporte da usina de São Petersburgo para Murmansk foi feito sem estar abastecida de combustível nuclear "a pedido de parceiros estrangeiros".

    O navio-usina seguiu uma rota marítima junto às costas da Escandinávia, passando perto do litoral da Estônia, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega.

    A implementação da usina "baterá um novo recorde, confirmando a liderança incondicional da Rússia no setor nuclear mundial".

    Depois de ser abastecida com combustível nuclear e testar o funcionamento dos reatores, a Akademik Lomonosov partirá para a cidade de Pevek, em Chukotka, para substituir uma usina nuclear e outra térmica, que serão desativadas por serem obsoletas.

    A usina flutuante Akademik Lomonosov do Projeto 20870 é a principal instalação da nova classe de fontes de energia de baixa potência embarcadas em plataformas navais móveis.

    O navio Akademik Lomonosov está equipado com dois reatores KLT-40S, capazes de fornecer eletricidade e energia térmica (aquecimento central) para uma cidade de aproximadamente 100 mil habitantes.

    O objetivo desses equipamentos é fornecer fontes de energia para o Extremo Norte e Extremo Oriente do território russo, onde as condições climáticas são adversas e dificultam a construção de infraestruturas em terra.

    A usina flutuante é projetada com uma grande margem de segurança e está apta a suportar qualquer tipo de desastres naturais, como tsunamis. Além disso, o projeto cumpre todas as exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e não representa ameaça ao meio ambiente.

    O projeto não se restringe às necessidades do Norte da Rússia, mas também pode beneficiar outros países. Por exemplo, é possível usar a energia para dessalinizar a água nas regiões áridas ou desérticas do golfo Pérsico, que já enfrenta problemas de escassez de água doce.

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    Tags:
    energia elétrica, usina nuclear, Rosatom, Murmansk, Extremo Oriente, Extremo Norte, Chukotka, Rússia
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