17:09 18 Outubro 2018
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    Pessoas protestando perto da embaixada ucraniana em Moscou contra a detenção do editor-chefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky.

    Diretor-geral da Rossiya Segodnya compara detenção de Vyshinsky a ato de inquisição

    © Sputnik / Anton Denisov
    Rússia
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    Chefe do portal RIA Novosti Ucrânia é preso em Kiev (25)
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    A prisão do editor-chefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky, visa preparar o espaço informacional para reeleição do atual presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, afirmou nesta sexta-feira (18) o diretor-geral da agência de notícias Rossiya Segodnya, Dmitry Kiselev.

    "Os ucranianos ficaram decepcionados com a política e com as instituições políticas em geral. [Na Ucrânia] não há político cuja aprovação supere 15%, e com muita frequência, esta intenção consiste em votos comprados", assinalou Kiselev durante a manifestação perto da embaixada ucraniana em Moscou em apoio ao editor-chefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky, preso pelas autoridades de Kiev.

    "[O presidente Pyotr] Poroshenko tem 4% [de intenção de voto], e ele quer assegurar o espaço informacional na véspera das chamadas assim eleições presidenciais para prolongamento técnico de seu mandato", acrescentou.

    Dmitry Kiselev comparou a detenção efetuada pelas autoridades ucranianas à inquisição.

    Comentando a possibilidade de troca de Vyshinsky, o diretor-geral da agência russa frisou que somente cabe a ele tomar decisão a respeito do assunto.

    "Há várias opções [para libertação de Vyshinsky], uma delas seria a troca [de prisioneiros]. Mas a troca deve ser voluntária, e eu não sei se Kirill estaria de acordo ou não […] É preciso perguntar para ele", declarou Kiselev.

    Além disso, Dmitry Kiselev frisou que não está sendo planejada evacuação organizada dos funcionários da RIA Novosti Ucrânia para a Rússia, acrescentando que os próprios jornalistas devem decidir seu destino.

    "Ninguém está planejando evacuação organizada, pois cabe a cada um decidir", afirmou, frisando que "estamos esperando nossos colegas jornalistas não somente em nossa redação, mas na Rússia, para oferecê-los condições normais de vida e de trabalho".

    Em 15 de maio, oficiais do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano) invadiram o escritório onde trabalham correspondentes da RIA Novosti em Kiev, tendo realizado buscas que duraram cerca de oito horas. No mesmo dia se tornou público que em Kiev foi detido o editor-chefe do portal, Kirill Vyshinsky.

    Na quinta-feira (18), foi comunicado que o Tribunal ucraniano de Kherson decretou a prisão de 60 dias do jornalista.

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